Casos de pedras nos rins aumentam até 30% durante o verão

Segundo dados da Sociedade Brasileira de Urologia, cálculos renais possuem maior incidência na época mais quente do ano

Fabrizio Neitzkeda CNN

Em São Paulo

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Na edição desta quinta-feira (10) do quadro Correspondente Médico, do Novo Dia, o neurocirurgião Fernando Gomes conversou sobre o aparecimento de pedras nos rins, cuja incidência pode aumentar até 30% durante o verão, a estação mais quente do ano.

Em entrevista à CNN, o urologista Fernando Leão explicou os motivos que causam a diferença durante este período. “A formação de um cálculo urinário está ligada diretamente à história familiar do paciente, anatomia favorável para a formação dos cálculos, genética e alteração no perfil metabólico. Além disso, a baixa ingesta de líquidos no dia a dia, o excesso de sal na alimentação, sedentarismo, ganho de peso e alimentos muito processados são fatores que colaboram para a formação”, afirmou.

Para Fernando Gomes, embora o verão seja uma estação ligada à hidratação – que previne a aparição de pedras nos rins – ambientes com ar condicionado e a ingestão de “guloseimas” servem para disfarçar a necessidade de ingestão de água. O grande indicativo sobre a qualidade da hidratação, segundo o médico, é a coloração da urina, que precisa estar bem clara.

“Com bom funcionamento do aparelho excretor, você favorece que essas pedras não fiquem ali depositadas. Quando uma pessoa já tem uma tendência natural a formar mais pedras e se coloca em um regime de baixa ingesta hídrica, você favorece a precipitação das pedras”, explicou.

“No verão, na verdade, a gente tende a perder muito mais água do que o normal, tanto pela respiração quanto pela transpiração”, alertou Gomes.

O médico explicou também que além da dor causada pela cólica renal – uma das piores que existem, ressaltou – os cálculos podem apresentar outros sintomas, como dores intensas na região das costas, abdômen e virilha; náuseas e vômitos, sangue na urina e a diminuição ou parada do fluxo urinário.

O neurocirurgião também falou sobre o funcionamento da ingestão de líquidos como forma de prevenção às pedras no rim. De acordo com o médico, a hidratação “lava” o aparelho excretor, mas não pode ser o único método adotado para evitar o quadro.

“Prestar atenção na própria dieta, sobretudo ao consumo de sal e alimentos muito industrializados, dando preferência para alimentos naturais. Isso aqui já é uma grande dica.”

“Temos também que prestar atenção aos sintomas, que podem ser, às vezes, uma infecção urinária, um desconforto ou algo assim. Mas, obviamente, o urologista é o médico mais adequado para procurar, fazer o diagnóstico e estabelecer o tratamento para não chegar no pronto-socorro rastejando e urrando de dor”, concluiu.

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