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    Pelo menos 13 estados estão com bancos de sangue com estoques baixos ou críticos

    De acordo com o Ministério da Saúde, o sangue AB- é o que tem menor quantidade de bolsas em estoque nos hemocentros do país

    Pandemia de Covid-19 levou à redução na frequência de doações aos bancos de sangue
    Pandemia de Covid-19 levou à redução na frequência de doações aos bancos de sangue Diego Nigro/PCR

    Lucas RochaGiulia Alecrimda CNN

    em São Paulo

    Uma única doação de sangue pode beneficiar até quatro pessoas. A manutenção dos estoques de bancos públicos de sangue depende da regularidade das doações.

    Segundo um levantamento da CNN, realizado com base em informações das secretarias de Saúde e dos hemocentros, pelo menos 13 estados estão com estoques baixos ou críticos nos bancos de sangue. A escassez atinge São Paulo, Minas Gerais, Mato Grosso, Tocantins, Pernambuco, Maranhão, Espírito Santo, Amapá, Acre, Paraíba, Paraná, Rio de Janeiro e Rio Grande do Norte.

    Outros dois estados, Alagoas e Santa Catarina, e o Distrito Federal permanecem com os estoques normalizados. Outros dez estados ainda não responderam à solicitação da CNN.

    De acordo com o Ministério da Saúde, o sangue AB- é o que tem menor quantidade de bolsas em estoque nos hemocentros do país. Já o sangue A+ é o com maior quantidade, com mais de 8 mil bolsas disponíveis.

    Doação pode ser feita com segurança

    A pandemia de Covid-19 levou à redução na frequência de doações aos bancos de sangue. O impacto mais significativo nos estoques foi registrado em 2020.

    De acordo com um levantamento do Sistema de Informação Ambulatorial do Sistema Único de Saúde (SUS), houve uma ligeira alta no número de bolsas coletadas de janeiro a setembro de 2021, considerando o mesmo período de 2020. Foram 2,2 milhões de bolsas preenchidas em 2021, um aumento de 4% em relação ao ano anterior quando foram obtidas 2,1 milhões de bolsas.

    Para frear a disseminação da doença e possibilitar a doação de maneira segura, os hemocentros de todo o país adotaram protocolos ainda mais rígidos de higienização. As medidas de prevenção foram definidas pelo Ministério da Saúde em parceria com as hemorredes dos estados.

    No Brasil, a triagem clínica de candidatos à doação de sangue com risco de infecção pelo coronavírus é definida pelo Ministério da Saúde e pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

    De acordo com as diretrizes, pessoas vacinadas contra a Covid-19 podem doar sangue normalmente. Para isso, é preciso aguardar até sete dias, a depender do imunizante. Vacinados com a Coronavac podem doar 48 horas após a aplicação.

    Para quem teve diagnóstico ou suspeita de Covid-19 e apresentou sintomas da doença, mesmo nos casos leves ou moderados, devem esperar por dez dias após a recuperação completa para doar.

    Assintomáticos que tiveram teste de diagnóstico positivo para a doença, também são considerados inaptos por dez dias. Para quem teve contato com uma pessoa que testou positivo a espera deve ser de sete dias antes de fazer a doação, contando a partir do último dia de contato.

    Critérios para a doação de sangue

    • Estar alimentado e evitar alimentos gordurosos 3 horas antes da doação
    • Caso seja após o almoço, aguardar 2 horas
    • Dormir pelo menos 6 horas nas últimas 24 horas
    • Ter de 16 a 69 anos e pesar acima de 50 kg
    • Já ter doado antes dos 60 anos, caso tenha entre 60 e 69 anos
    • Máximo de quatro doações anuais para homens e três para mulheres
    • Intervalo mínimo entre uma doação e outra de dois meses para homens e de três meses para mulheres