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    Casos de síndrome respiratória aguda grave crescem no Norte e Nordeste, diz Fiocruz

    Cenário é diferente nos estados do Sul, Sudeste e Centro-Oeste que apontam para interrupção do crescimento do número de casos

    Foto: Governo do Estado de São Paulo

    Isabelle Resendeda CNN

    no Rio de Janeiro

    Estados das regiões Norte e Sul do Brasil apresentam cenários distintos de síndrome respiratória aguda grave (SRAG), de acordo com o novo boletim InfoGripe, divulgado pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) nesta quarta-feira (20).

    Enquanto os estados do Sudeste, Sul e Centro-Oeste apontam para interrupção do crescimento do número de casos e início de queda de SRAG, Norte e Nordeste têm manutenção do crescimento iniciado em junho.

    A análise é referente à semana epidemiológica nº 28, que compreende o período de 10 a 16 de julho e tem como base os dados inseridos no Sistema de Informação da Vigilância Epidemiológica da Gripe (Sivep-Gripe) até 18 de julho.

    O documento aponta que, apesar da desaceleração no ritmo de crescimento no número de novos casos semanais e possível formação de platô em diversos estados do Centro-Sul, o cenário ainda é instável e exige cautela.

    O Paraná e o Rio Grande do Sul mostram tendência de retomada do crescimento da síndrome respiratória grave em crianças pequenas (0 a 4 e 5 a 11 anos), contrastando com o sinal de platô em adultos. Distrito Federal, Goiás, Rio de Janeiro, Santa Catarina e São Paulo apresentam indícios de um processo de queda no número de casos de SRAG.

    Em contrapartida, a maior parte dos estados das regiões Norte e Nordeste aponta para sinais de manutenção de crescimento ainda em ritmo elevado.

    “Isso pode estar associado ao fato de que a metade Sul iniciou o processo de crescimento mais cedo, ainda em abril, enquanto na metade Norte esse processo se inicia com maior clareza a partir de final de maio e início de junho”, explica o pesquisador Marcelo Gomes, coordenador do InfoGripe.

    Casos e óbitos por faixa etária

    O levantamento indica que, no grupo de 0 a 4 anos, o volume de casos associados ao vírus causador da Covid-19 se mantém acima daquele observado para o vírus sincicial respiratório (VSR) nas últimas quatro semanas.

    Na população adulta, os casos de SRAG com resultado laboratorial positivo também continua sendo amplamente dominado pelo coronavírus. Embora não se destaque no dado nacional, o vírus influenza A H3N2, responsável pela gripe comum, mantém presença em diversas faixas etárias no estado do Rio Grande do Sul.

    Nas quatro últimas semanas epidemiológicas, a prevalência entre os casos com resultado positivo para vírus respiratórios foi de 1,9% Influenza A, 0,2% Influenza B, 5,6% vírus sincicial respiratório, e 79,3% SARS-CoV-2 (Covid-19). Entre os óbitos, a presença destes mesmos vírus entre os positivos foi de 0,8% Influenza A, 0,3% Influenza B, 0,5% vírus sincicial respiratório (VSR), e 94,9% SARS-CoV-2.

    Estados e capitais

    Segundo o InfoGripe, 18 das 27 unidades federativas apresentam sinal de crescimento na tendência de longo prazo até a semana 28: Alagoas, Amazonas, Amapá, Bahia, Ceará, Espírito Santo, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Paraná, Piauí, Rondônia, Roraima, Sergipe e Tocantins. Os demais estados e o Distrito Federal apresentam estabilidade ou queda na tendência de longo prazo até a semana epidemiológica nº 28.

    Os dados apontam que 13 das 27 capitais apresentam sinal de crescimento na tendência de longo prazo até a semana 28: Aracaju (SE), Curitiba (PR), Florianópolis (SC), Fortaleza (CE), Macapá (AP), Maceió (AL), Manaus (AM), Palmas (TO), Porto Velho (RO), Salvador (BA), São Luís (MA), Teresina (PI) e Vitória (ES).

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