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    Cena desigual impede definição sobre momento da pandemia, diz presidente da AMB

    César Eduardo Fernandes, presidente da Associação Médica Brasileira, disse à CNN que a curva de casos em cada estado do país é diferente e por isso não é possível estabelecer um número uniforme das infecções

    Ingrid OliveiraProduzido por Duda Cambraiada CNN

    O cenário desigual entre os estados em meio ao avanço da variante Ômicron do coronavírus impede uma definição sobre o momento da pandemia no Brasil, diz César Eduardo Fernandes, presidente da Associação Médica Brasileira (AMB), em entrevista à CNN.

    “O nosso número é uma totalização de casos de Covid-19 dos estados, mas não é uniforme. A queda de caso em cada uma das nossas cidades se fará em tempos diferentes. O que podemos é prognosticar o momento que estamos em algumas regiões.”

    Ele destaca que é possível que alguns estados estejam chegando no pico da pandemia no Brasil.

    “Em especial nas grandes metrópoles como a cidade de São Paulo e a cidade do Rio de Janeiro. Essa variante é de alta transmissibilidade e a ascensão do número de casos é muito alta.”

    Ele aponta ainda que essa não é a realidade nas cidades do interior desses estados. “Há uma interiorização mais tardia da pandemia do que se observa nas grandes metrópoles.”

    O presidente da AMB, explica que a curva sobe rapidamente e atinge o pico, mas que também cai aceleradamente. “É possível que a cidade de São Paulo, e a do Rio de Janeiro, tenham chegado em seu pico, e nas próximas semanas nós teremos o declínio.”

    Quem está sendo internado por Covid-19?

    Quando questionado sobre quais são as pessoas que estão sendo internadas por coronavírus, Fernandes destaca que há diferentes tipos de internação. Aqueles que estão em enfermarias e os que estão na UTI — geralmente vão a óbito.

    “Os acometidos, na Unidade de Terapia Intensiva, têm sido os não vacinados. Mais ou menos nove não-vacinados para um vacinado. A desproteção e a não aderência vacinal é grave”, aponta.

    Fernandes destaca ainda que a taxa de crianças nas UTIs é preocupante. “Hoje, temos um impacto diferente que não víamos nas ondas anteriores que são as crianças.”