Cenário é favorável, mas pandemia ainda não acabou, aponta Fiocruz

Boletim do Observatório Covid-19 Fiocruz indica manutenção da tendência de queda dos principais indicadores, mas alerta para desigualdade da vacinação

Teste para Covid-19 sendo feito no Rio de Janeiro
Teste para Covid-19 sendo feito no Rio de Janeiro NurPhoto via Getty Images

Léo Lopesda CNN

em São Paulo

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O último boletim do Observatório Covid-19 da Fiocruz, divulgado nesta sexta-feira (29), aponta que o cenário atual é favorável e os principais indicadores seguem em queda, mas a pandemia ainda não acabou. Os especialistas chamam a atenção para a desigualdade nos índices de vacinação entre estados e municípios.

De acordo com o registro, os dados epidemiológicos de 10 a 23 de abril mostram “nova redução dos indicadores da intensidade de transmissão da Covid-19 no Brasil, sem que nenhum estado apresente tendência significativa de alta do número de casos”.

“Mantido o atual padrão, espera-se para as próximas semanas a tendência de redução também dos indicadores que mais preocupam a população e os serviços de saúde: a mortalidade e a internação em UTI por Covid-19”, complementa a Fiocruz.

No entanto, apesar da manutenção da tendência de queda nos principais indicadores, os especialistas alertam que o “processo de vacinação tem avançado no país, mas ainda de forma muito desigual”.

“Em termos de tamanho da população e percentuais de pessoas vacinadas, destaca-se São Paulo (90% com primeira dose, 86% A com segunda dose e 56% com terceira dose) e no outro extremo Amapá e Roraima (menos de 65% para primeira dose, 50% para segunda dose e 14% para terceira dose)”, aponta o boletim do Observatório Covid-19.

Para contribuir com uma melhora ainda mais significativa no cenário da pandemia, a Fiocruz recomenda “políticas e ações para a ampliação da vacinação nos estados e municípios que apresentam menor cobertura, assim como campanhas estimulando a vacinação nos diversos meios de comunicação”.

Outras medidas também são indicadas, como a exigência do passaporte da vacina em prédios públicos e locais de trabalho, e o uso de máscaras em situações de aglomerações e ambientes pouco ventilados.

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