Cientistas temem que mutação de variante sul-africana reduza eficácia de vacinas

Penny Moore, professora associada do Instituto Nacional de Doenças Transmissíveis da África do Sul, chamou mutação encontrada em variante no país de "alarmante"

Cientistas analisam mutações presentes em variantes do novo coronavírus
Cientistas analisam mutações presentes em variantes do novo coronavírus Foto: Ernesto Carriço/Enquadrar/Estadão Conteúdo

Por Elizabeth Cohen, da CNN

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Cientistas identificaram uma mutação que pode diminuir a eficácia de vacinas contra a Covid-19. Chamada de E484K, ela foi encontrada em uma variante do novo coronavírus detectada pela primeira vez na África do Sul há dois meses.

Essa variante, até o momento, já se espalhou para outros 12 países.

Penny Moore, professora associada do Instituto Nacional de Doenças Transmissíveis da África do Sul, chamou a mutação de “alarmante”.

 

“Tememos que essa mutação possa ter um impacto, e o que não sabemos é a extensão do impacto”, disse ela.

A E484K FOI chamado de “mutante de escape” porque foi demonstrado que pode escapar de alguns dos anticorpos produzidos pela vacina.

Moore e outros cientistas que estão estudando a E484K ainda precisam aguardam resultados de trabalhos laboratorias para concluir se as vacinas em uso são ou não menos eficazes contra essa nova variante.

Os cientistas esperam anunciar seus resultados nas próximas semanas.

Com base no que viram até agora, os analistas dizem que duvidam muito que o E484K torne as vacinas contra o coronavírus inúteis.

Em vez disso, eles acham que existe uma possibilidade de a mutação – sozinha ou em combinação com outras mutações – diminua a eficácia dos imunizantes contra algumas variantes específicas.

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