CNN Sinais Vitais mostra como funciona a cardio-oncologia, nova área da medicina

A especialidade cuida de pacientes oncológicos que, em consequência do tratamento, tiveram algum problema no coração

Carol Marcelino e Lucas Rocha, da CNN, em São Paulo

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Pacientes em tratamento contra o câncer podem apresentar problemas no coração devido às altas doses de medicamentos e radiação recebidas. Para reforçar a atenção e os cuidados, surgiu uma nova área da medicina: a cardio-oncologia, tema do CNN Sinais Vitais desta semana.

O CNN Sinais Vitais, apresentado pelo cardiologista Roberto Kalil, vai ao ar nesta quarta-feira (30), às 22h30, logo após o Jornal da CNN, na faixa nobre da CNN Brasil. Participam do episódio a cardiologista e médica intensivista Ludhmila Hajjar, o diretor-geral do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (ICESP), Paulo Hoff, o cardiologista e intervencionista do Instituto do Coração (Incor), Carlos Campos, e a vice-presidente da Sociedade Internacional de Cardio-oncologia, Susan Dent.

Segundo Ludhmila, existe um momento em que o médico tem que escolher se trata o coração  ou o tumor. “Sem dúvida, esse é um dos momentos mais tensos da história de um paciente com câncer e que tem problema cardíaco ou desenvolve um problema cardíaco durante o tratamento. Por isso, a importância de estarem sempre unidos o cardiologista, o oncologista e o hematologista”, afirma. (veja entrevista no vídeo acima)

A cardiologista diz que a a análise conjunta dos diferentes especialistas é fundamental para a definição do curso do tratamento. “Nesse momento, os especialistas vão analisar o caso e, muitas vezes, é tomada a decisão de interromper o tratamento do câncer para salvar o paciente do ponto de vista cardiovascular. Às vezes, é um problema grave”, acrescenta.

No Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (ICESP), a equipe da CNN mostra a rotina de pacientes que passam por quimioterapia e radioterapia. Por conta das altas doses de medicamentos e de radiação recebidas, eles acabam desenvolvendo problemas cardíacos.

“Hoje em dia, há uma grande probabilidade de que o paciente venha a enfrentar ou um problema cardiológico ou um problema oncológico em toda sua vida, pela prevalência dessas doenças. É muito importante que as duas especialidades conversem”, diz o diretor-geral do ICESP, Paulo Hoff. “A associação do especialista em cardiologia no cuidado do paciente com câncer que se cura e sobrevive a longo prazo é importante para garantir a qualidade de vida desse paciente”, completa.

O episódio mostra, ainda, o dia a dia do cardiologista e intervencionista Carlos Campos em uma sala de procedimentos do Instituto do Coração (Incor) de São Paulo. Em tempo real, a equipe registrou a realização de um cateterismo e uma angioplastia em um paciente oncológico. 

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