Com reforma ministerial, Bolsonaro tenta blindar equipe de indicações políticas

Presidente sinalizou que nomeará técnicos para o comando de pastas como Infraestrutura e Saúde, cujos atuais ministros podem sair candidatos nas próximas eleições

Gustavo Uribeda CNN

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Na tentativa de evitar indicações políticas, o presidente Jair Bolsonaro (PL) sinalizou que nomeará técnicos para o comando de pastas que farão parte da próxima reforma ministerial.

Em conversas reservadas, relatadas à CNN por dois auxiliares do governo, o presidente indicou que os comandos dos ministérios da Infraestrutura e da Saúde ficarão a cargo de atuais integrantes da pasta.

A tendência, de acordo com assessores palacianos, é de que o atual secretário-executivo Marcelo Sampaio substitua o ministro Tarcísio Freitas, que deve ser candidato ao governo de São Paulo.

Na Saúde, caso o ministro Marcelo Queiroga decida sair candidato a senador pela Paraíba, o favorito é o atual secretário-executivo Rodrigo Cruz, que conta com simpatia do núcleo militar do governo federal.

Com a previsão de uma reforma ministerial em março, partidos que apoiarão a reeleição do presidente começaram a cobrar a fatura pelo apoio.

No início de janeiro, o Palácio do Planalto recebeu a sinalização de integrantes de siglas como o PL e o PP de interesse em postos que ficarão vagos na Esplanada dos Ministérios, como Saúde e Infraestrutura.

Ao todo, a previsão é de que dez titulares deixem seus cargos em abril para disputarem cargos de governador, senador e deputado. A lei eleitoral estabelece o início de abril como prazo de desincompatibilização.

A preocupação de um loteamento político tem levado auxiliares presidenciais a defender que nomes técnicos, que já ocupam postos nas pastas, sejam promovidos para os cargos de ministro, com o objetivo de não haver interrupções em programas ou iniciativas em andamento.

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