Com taxa de positividade em 50%, Rio pede reabertura de 400 leitos ao Ministério da Saúde

Vagas seriam em duas unidades federais: os hospitais de Bonsucesso e Clementino Fraga Filho

Cleber RodriguesThayana AraújoStéfano Sallesda CNN

no Rio de Janeiro

Ouvir notícia

Diante da elevação de casos de Covid-19 provocada pela variante Ômicron, no Rio de Janeiro, a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) pediu a reabertura de 400 leitos de hospitais federais do município. Segundo a pasta, nesta quinta-feira (12), a taxa de positividade dos testes para a doença alcançou 50%.  

Resquício do período em que a cidade foi capital federal, o Rio tem seis hospitais pertencentes à União, além de três institutos especializados.  

De acordo com Daniel Soranz, secretário municipal de Saúde, o pedido foi feito através de um ofício para que sejam abertas 150 vagas no Hospital Universitário Clementino Fraga Filho (UFRJ), na Ilha do Fundão, e 250 no Hospital Federal de Bonsucesso, Zona Norte.  

A CNN entrou em contato com o Ministério da Saúde e aguarda um posicionamento sobre a possibilidade de abrir mais vagas. 

Enquanto aguarda os leitos federais, a SMS confirmou a reativação de 50 leitos exclusivos para o tratamento da doença, no Hospital Municipal Ronaldo Gazolla, Acari, na Zona Norte do Rio de Janeiro.

No início da pandemia, a unidade foi escolhida pela rede municipal como referência para Covid-19. No entanto, desde novembro o hospital não tratava mais infectados pelo novo coronavírus.

Nesta terça-feira (11) foram confirmados 10.489 novos casos da doença no município em apenas 24h, enquanto no mês anterior todo foram 8.008 casos. O total é recorde desde o início da pandemia.  

A rede pública de saúde também voltou a ter pacientes com Covid-19 na fila de espera por leito. Na manhã desta quarta-feira, 26 pessoas aguardavam internação na capital e outras 180 já estavam internadas. O tempo mínimo de espera para atendimento na rede pública do município está em 1 hora e 19 minutos. Os dados são do Painel Covid-19 da Prefeitura do Rio.

Mais Recentes da CNN