Como tratar a insônia? Dr. Kalil indica 4 hábitos para dormir melhor
Ao Sinais Vitais, especialistas detalham como alimentação leve, exercícios, higiene mental e distanciamento de telas ajudam a vencer a epidemia de insônia
A insônia, apontada como uma verdadeira epidemia por profissionais da área da saúde, é um dos temas do programa "Sinais Vitais" deste sábado (02), na CNN Brasil. Ao lado do Dr. Roberto Kalil, os especialistas Luciano Drager e Geraldo Lorenzi-Filho destacam que o sono deve ser encarado como um pilar fundamental da saúde, e não como perda de tempo.
Mas então, como lidar com a insônia? Ao longo do programa, os profissionais apresentaram quatro hábitos simples e essenciais para melhorar a qualidade do sono e, consequentemente, a saúde como um todo. Confira:
Alimentação leve e antecipada antes de dormir
O primeiro hábito recomendado diz respeito à última refeição do dia. Segundo Drager, que é cardiologista na Unidade de Hipertensão do InCor, é fundamental optar por uma refeição mais leve antes de dormir. O ideal é, sempre que possível, antecipar esse horário para garantir uma digestão adequada. "Muitas vezes o refluxo e alimentos gordurosos acabam dificultando a digestão e favorecendo problemas do sono", explicou.
Exercício físico: benefícios e cuidados no horário noturno
Já Lorenzi-Filho, que é pneumologista e diretor do Laboratório do Sono do InCor, destacou que a prática de exercícios físicos é absolutamente fundamental para a qualidade do sono, mas exige atenção quando realizada à noite. "Quando a gente faz exercício físico, aumenta a temperatura corporal e vai atrasar o horário que você dorme", alertou. Para quem já se encontra em privação de sono, esse cuidado é ainda mais necessário. Além disso, ele ressaltou a importância de se expor à luz do dia como parte de uma rotina saudável.
Higiene mental: evitar discussões e planejamentos antes de dormir
Outro hábito essencial apontado pelos especialistas é o cuidado com o estado mental próximo ao horário de dormir. Drager recomendou evitar discussões e o planejamento do dia seguinte nesse período. "O conteúdo dessa programação pode gerar estresse e pode tirar o sono", afirmou.
Para lidar com as preocupações de forma estruturada, Lorenzi-Filho sugeriu a adoção do chamado "diário de preocupações": cerca de uma hora antes de dormir, a pessoa escreve tudo o que a incomoda — pendências, conversas não realizadas, tarefas do dia seguinte — e, em seguida, se afasta dessas questões até o dia seguinte.
Distanciamento de telas e busca por ajuda médica
Por fim, o distanciamento de telas de celular e computador antes de dormir também foi enfatizado como medida indispensável. Lorenzi-Filho classificou o uso de dispositivos eletrônicos próximo ao horário de dormir como "absolutamente terrível".
Drager, por sua vez, fez um apelo para que as pessoas valorizem o sono em suas três dimensões: qualidade, quantidade e regularidade. "Não coloque o sono como perda de tempo, é ganho de tempo", afirmou o cardiologista. Ele também alertou que quem ronca, tem dificuldade para dormir ou dorme menos do que gostaria deve buscar ajuda médica, pois o problema tende a se agravar progressivamente.
Lorenzi-Filho finalizou as dicas com uma metáfora: "O sono é a face oculta da Lua. A gente não enxerga, só enxerga as consequências", afirmou o pneumologista, reforçando a necessidade de olhar para o sono com atenção e cuidado.



