Conass pede período de transição de três meses para fim do estado de emergência

Em entrevista à CNN, Nésio Fernandes, presidente do Conass, avaliou a decisão do ministro da Saúde de encerrar a emergência em saúde pública por Covid

Ludmila CandalLayane SerranoTiago Tortellada CNN

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O ministério da Saúde avalia conceder um prazo de adaptação de 30 dias para o fim da Emergência em Saúde Pública de Importância Nacional (ESPIN), instituído em fevereiro de 2020 devido à Covid-19. Porém, esse período é inadequado, de acordo com a avaliação do presidente do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass), Nésio Fernandes.

Em entrevista à CNN nesta segunda-feira (18), Fernandes afirmou que é necessário “construir” o fim do estado de emergência, com estratégias de comunicação e um plano de imunização, entre outras medidas. Assim, ainda segundo o presidente do Conass, um período de 90 dias até o levantamento total deste decreto seria mais adequado.

A decisão do fim da ESPIN foi anunciada pelo ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, em pronunciamento à nação no domingo (17).

“Precisa ser construído um plano de retomada pós estado de emergência. Vivemos um período de reabilitação, mas ainda há um óbito a cada 14 minutos. Seriam 35 mil óbitos por ano”, pontuou Nésio.

Ele entende que o fim desse período é uma conquista da vacinação, principalmente pelo Sistema Único de Saúde (SUS), mas que é necessário um prazo maior.

“Um levantamento do estado de emergência sem um plano de comunicação adequado e estratégia de vacinação que possa recompor o ritmo de vacinação prejudica o país na gestão da pandemia“, complementou durante a entrevista.

Nésio Fernandes, presidente do Conass
Nésio Fernandes, presidente do Conass / Reprodução/ CNNBrasil

O presidente do Conass ressaltou a necessidade de ampliar a cobertura da terceira dose de vacinas contra a Covid e explicou que a percepção de risco da população está ligada ao comportamento da doença e como as autoridades comunicam o risco real da doença à população.

Além disso, Fernandes destacou que medicamentos para o tratamento da Covid-19 incorporados ao SUS ainda não chegaram aos hospitais públicos, o que pode acontecer entre 15 e 21 dias.

*veja a entrevista completa no vídeo acima

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