Conheça cinco estratégias para reduzir os riscos da hipertensão

Neste 17 de maio, o Dia Mundial da Hipertensão destaca a importância da prevenção, do diagnóstico precoce e controle da doença

Doença é considerada silenciosa, uma vez que pode não apresentar sintomas ao longo dos anos
Doença é considerada silenciosa, uma vez que pode não apresentar sintomas ao longo dos anos Morsa Images/Getty Images

Lucas Rochada CNN

em São Paulo

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Popularmente conhecida como pressão alta, a hipertensão é definida pela elevação sustentada dos níveis de pressão arterial. Indivíduos considerados hipertensos apresentam pressão igual ou maior que 14 por 9. A doença é considerada silenciosa, uma vez que pode não apresentar sintomas ao longo dos anos.

A condição é um dos principais fatores de risco para o desenvolvimento de doenças cardiovasculares e renais, além de ser frequentemente associada a outros problemas crônicos e a eventos como morte súbita, acidente vascular encefálico, infarto agudo do miocárdio, insuficiência cardíaca e doença arterial periférica.

A Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) estima que mais de um quarto das mulheres adultas e quatro em cada dez homens adultos têm hipertensão no continente. No entanto, tanto o diagnóstico, quanto o tratamento e o controle tem sido ineficazes. Segundo a Opas, apenas alguns países apresentam uma taxa de controle da hipertensão populacional superior a 50%.

De acordo com o Ministério da Saúde, a pressão alta foi responsável por 110,5 óbitos a cada 100 mil habitantes no Brasil em 2019. Em 2021, foram realizados cerca de 6,1 milhões de atendimentos para hipertensão a mais que em 2020 no país.

Neste 17 de maio, o Dia Mundial da Hipertensão destaca a importância da prevenção, do diagnóstico precoce e controle da doença.

Como é feito o diagnóstico da pressão alta?

O diagnóstico precoce da hipertensão contribui para reduzir os riscos de ataques cardíacos, derrames cerebrais, insuficiência renal, entre outros problemas de saúde. A alta na pressão arterial leva o coração a fazer mais força, o que aumenta o risco de danos ao organismo.

Dentre os sintomas mais comuns estão tontura, falta de ar, palpitações, dor de cabeça frequente e alteração na visão. No entanto, a maioria dos casos não apresenta sintomas, sendo aferição periódica a principal forma de diagnóstico. O Ministério da Saúde recomenda que, a partir dos 20 anos de idade, as pessoas realizem o procedimento ao menos uma vez ao ano. Indivíduos com histórico da doença na família devem aferir a pressão no mínimo duas vezes nesse período.

A pressão arterial pode ser medida de forma simples e não invasiva em Unidades Básicas de Saúde (UBSs). O Sistema Único de Saúde (SUS) também oferece tratamento e acompanhamento controle da doença. Para retirar os medicamentos, basta apresentar um documento de identidade com foto, CPF e receita médica dentro do prazo de validade, que é de 120 dias.

Como prevenir a hipertensão?

Obesidade, histórico familiar, estresse e envelhecimento estão associados ao desenvolvimento da hipertensão. Além disso, hábitos de vida como alimentação rica em sódio, tabagismo, abuso de álcool e sedentarismo também podem contribuir para o desenvolvimento da doença.

De acordo com a Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), o sobrepeso e a obesidade podem acelerar em até dez anos o aparecimento da doença, assim como o consumo exagerado de sal, que, associado a hábitos alimentares não adequados, também colaboram para o surgimento da doença.

Confira cinco estratégias recomendadas pelo Ministério da Saúde para prevenir a hipertensão e suas complicações:

O presidente do Departamento de Hipertensão Arterial (DHA) da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), Audes Feitosa, aponta que a hipertensão tem fatores de risco que são modificáveis e outros não modificáveis, como predisposição genética e envelhecimento.

O hábito de fumar, o consumo excessivo de bebidas alcoólicas, diabetes e outras doenças com causa cardíaca fazem parte do conjunto de fatores de risco. “Além disso, se possível, é importante também que a pessoa tente combater o estresse”, afirma o médico.

A ingestão diária de sal recomendada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) é de menos de 5 gramas por dia, equivalente a uma colher de chá, que concentra em torno de 2 gramas de sódio. Os especialistas recomendam evitar adicionar sal nas refeições prontas e reduzir a quantidade nas preparações culinárias. Produtos alimentícios processados e embutidos também contribuem de forma significativa para o consumo de sal em excesso.

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