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    Conheça os riscos de misturar álcool com medicamentos

    Combinação de bebidas alcoólicas e remédios pode levar a uma sobrecarga do organismo além de reduzir os efeitos das drogas

    Com consumo de álcool, efeito do remédio pode ser reduzido
    Com consumo de álcool, efeito do remédio pode ser reduzido Towfiqu barbhuiya/Unsplash

    Lucas Rochada CNN

    em São Paulo

    Quando uma pessoa ingere bebidas alcoólicas, o organismo metaboliza o etanol utilizando enzimas que o fígado produz. Essas mesmas enzimas também servem para metabolizar algumas drogas.

    Nesse contexto, a combinação de álcool e medicamentos pode levar a uma sobrecarga do organismo. Além disso, o efeito do remédio pode ser reduzido ou até anulado, além de debilitar o fígado.

    De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), o consumo médio anual de álcool por pessoa é de 6,4 litros. Segundo o Ministério da Saúde, o Brasil apresenta um número acima da média internacional, com consumo de 8 litros por pessoa a cada ano.

    Muitos medicamentos também são eliminados pela urina. O álcool e o excesso de líquidos têm efeito diurético e, portanto, podem acelerar a excreção dessas substâncias. A ingestão de álcool em excesso, combinada com alguns medicamentos, pode colocar a saúde em risco.

    Confira abaixo as principais interações entre medicamentos e a bebida:

    Álcool + paracetamol

    Maior risco de hepatite medicamentosa, grave inflamação no fígado.

    Álcool + dipirona
    O efeito do álcool pode ser potencializado.

    Álcool + ácido acetilsalicílico
    Eleva o risco de sangramentos no estômago. O acetilsalicílico irrita a mucosa estomacal. O que seria um leve transtorno, pode ser potencializado pelo álcool.

    Álcool + antibióticos
    É possível que leve a vômitos, palpitação, dor de cabeça, pressão baixa, dificuldade respiratória e até morte.

    Álcool + anti-inflamatórios
    Aumenta o risco de úlcera gástrica e sangramentos.

    Álcool e antidepressivos
    Aumenta as reações adversas e o efeito sedativo, além de diminuir a eficácia dos antidepressivos.

    Álcool + calmantes (ansiolíticos)
    Aumenta o efeito sedativo, o risco de coma e insuficiência respiratória.

    Álcool + inibidores de apetite
    Pode aumentar o potencial de efeitos sobre o sistema nervoso central, como tontura, vertigem, fraqueza, síncope e confusão.

    Álcool e insulina
    Pode gerar hipoglicemia, pois o álcool inibe a disponibilidade de glicose realizada pelo organismo. A alimentação deve ser bem observada, pois com o álcool, a única disponibilidade de glicose vem das refeições. Vale ressaltar que também pode causar efeito antabuse, relacionado a sintomas como náusea e vômito, palpitação, dor de cabeça, pressão baixa, dificuldade respiratória e risco de morte. Uso agudo de etanol prolonga os efeitos enquanto que o uso crônico inibe os antidiabéticos.

    Álcool e anticonvulsivantes
    Aumenta os efeitos colaterais e o risco de intoxicação, enquanto que diminui a eficácia contra as crises de epilepsia.