Consumo de alimentos industrializados em jogos da seleção exige atenção

Cervejas, refrigerantes e salgadinhos podem elevar a pressão arterial se consumidos em excesso

Lauryn Amaral, da CNN Brasil*, São Paulo
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Um levantamento revelou que o consumo excessivo de alimentos industrializados, comum entre os torcedores em dias de jogos de futebol, está associado a um risco maior de hipertensão arterial e doenças cardiovasculares.

O consumo alarmante de cervejas, refrigerantes, salgadinhos e outros alimentos industrializados pode fazer uma grande diferença para a pressão arterial quando consumidas além dos 90 minutos de uma partida de futebol.

O estudo publicado no European Heart Journal analisou mais de 112 mil voluntários ao longo de oito anos, identificando que aqueles que consumiram quantidades maiores de conservantes não antioxidantes tiveram 29% mais risco de hipertensão do que aqueles que consumiram em menor quantidade.

A presidente do DHA (Departamento de Hipertensão Arterial) da SBC (Sociedade Brasileira de Cardiologia, Dra. Erika Campana, alerta que o problema não é comer ocasionalmente, mas sim o exagero e a recorrência no consumo.

“O mais importante é o equilíbrio. Quem ainda não é hipertenso também precisa cuidar da alimentação para evitar alterações na pressão arterial ao longo da vida. Esse cuidado deve ser ainda maior para quem possui histórico familiar de doenças cardiovasculares, já que essas pessoas apresentam maior predisposição ao desenvolvimento da doença”, explica a doutora.

Erika ainda explica que a recomendação não é deixar de aproveitar os jogos, mas sim escolher os alimentos de maneira mais consciente.

“Jogos de futebol são momentos de celebrar, vibrar e reunir pessoas. O coração também participa dessa festa e merece atenção. Aproveitar o momento com responsabilidade é a melhor forma de continuar torcendo por muitos campeonatos”, enfatiza a Dr. Campana.

Opções que contribuem para a redução dos riscos à saúde vascular durantes as partidas são alternar bebidas alcoólicas com doses de água, diminuir o consumo de ultraprocessados e incluir opções de alimentos naturais.

 

*Sob supervisão de Thiago Félix