Controle da pandemia só virá com mundo vacinado e vigilância reforçada, diz Opas

À CNN Rádio, o vice-diretor Jarbas Barbosa afirmou que é necessário que toda a população complete o ciclo vacinal, inclusive com a terceira dose

Profissional de saúde prepara dose de vacina contra a Covid-19
Profissional de saúde prepara dose de vacina contra a Covid-19 Reuters/Amir Cohen

Camila OlivoAmanda Garciada CNN

São Paulo

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Em entrevista à CNN Rádio, o vice-diretor da Opas (Organização Pan-Americana da Saúde) Jarbas Barbosa afirmou que, diante da predominância da variante Ômicron, o controle da pandemia só virá com o mundo vacinado e com vigilância reforçada.

De acordo com ele, a Organização trabalha com a hipótese de “alcançarmos ainda neste primeiro semestre de 2022 todos os países do mundo com 60% de cobertura vacinal completa.”

Jarbas reforçou que “não há nenhuma justificativa ética ou técnica” para esperar a infecção natural para que seja a responsável pela proteção. “A vacina é que tem que dar proteção.”

O que vai controlar a transmissão é se a gente conseguir, em todos os países do mundo, alta cobertura, vigilância reforçada em cada país para identificar novas variantes e adoção de medidas não-farmacológicas correspondentes.

Jarbas Barbosa, vice-diretor da Opas (Organização Pan-Americana de Saúde)

O vice-diretor defendeu que, quando começa a crescer o número de casos, o ideal é “suspender toda atividade não-essencial, reforçar uso da máscara, evitar lugares fechados, esse conjunto de medidas que funcionam bem.”

Segundo ele, “é importante que as pessoas busquem completar o esquema de vacinação, quando a gente fala da terceira dose, não é um reforço para quem tem mais de 60 anos, imunossuprimidos, tomar a nova dose hoje é parte do esquema de vacinação, não está protegido se não tomou esse reforço.”

Produção nacional de vacinas

Jarbas Vasconcellos vê a produção nacional da vacina Oxford/AstraZeneca como “uma conquista importante”, especialmente para reduzir a vulnerabilidade da América Latina.

Ele explica que, para obter a licença para exportação de doses, é necessário um pedido para a Opas, que pode ser obtido “em semanas.”

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