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    Coppolla: tendência é que o Brasil caminhe para autossuficiência na vacinação

    No quadro Liberdade de Opinião desta segunda-feira (8), o comentarista avalia a medida provisória que impõe novo prazo e diferentes condições à Anvisa

    Da CNN, em São Paulo

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    A medida provisória que impõe novo prazo e diferentes condições à Anvisa para conceder o uso emergencial de vacinas precisa ser sancionada pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido) para ter validade. 

    O projeto incomoda diretores da agência que já pensam em levar o caso para o Supremo Tribunal Federal (STF). O principal entrave está relacionado ao prazo: atualmente, a Anvisa tem dez dias para analisar os pedidos. Com a MP, o prazo para conceder a autorização cai para cinco dias. Para a Anvisa, a MP retira o papel técnico da agência, pois não permite análise em prazo adequado e obriga a aprovação dos imunizantes.

    No quadro Liberdade de Opinião, do Visão CNN desta segunda-feira (8), o comentarista Caio Coppolla fala sobre a medida provisória. 

    “Originalmente, a medida provisória 1.003/20 tinha como escopo autorizar a entrada do Brasil no consórcio global Covax Facility, coordenado pela OMS, Organização Mundial da Saúde. Essa é uma iniciativa que integra a indústria farmacêutica a governos de mais de 150 países, confirmados ou interessados, visando o desenvolvimento de vacinas contra o novo vírus e um acesso mais igualitário a esses imunizantes por todas as nações participantes. No caso do Brasil, nós temos algumas vantagens em relação a outros países: nós estamos entre as 10 ou 12 grandes economias do mundo e contamos com a 6ª maior população do planeta: isso já facilita a negociação de acordos comerciais bilaterais vantajosos e diminui nossa necessidade de recorrer à organismos multilaterais para termos um lugar na fila”, disse.

    “Outro ponto: os acordos até agora firmados pelas autoridades brasileiras com os laboratórios internacionais contemplam “transferência de tecnologia”, o que permite a produção das vacinas no Brasil — via Instituto Buntantan e Fundação Oswaldo Cruz. Assim, a tendência é que o país caminhe para autossuficiência na vacinação contra a Covid-19 já em 2021.”

    O Liberdade de Opinião tem a participação de Caio Coppolla e Rita Lisauskas. O quadro vai ao ar diariamente na CNN.

    Caio Coppolla no quadro Liberdade de Opinião
    Caio Coppolla no quadro Liberdade de Opinião
    Foto: CNN (08.fev.2021)

    As opiniões expressas nesta publicação não refletem, necessariamente, o posicionamento da CNN ou seus funcionários.

     

    (Publicação por Sinara Peixoto)

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