Coronavac é segura e necessária para crianças neste momento, diz Dimas Covas

Presidente do Instituto Butantan ressaltou, em entrevista à CNN, que a vacina é a "mais segura entre as utilizadas"

Elis FrancoTiago Tortellada CNN

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O presidente do Instituto Butantan, Dimas Covas, afirmou que a Coronavac é segura e necessária no combate à Covid-19, inclusive na vacinação de crianças.

Em entrevista à CNN nesta segunda-feira (17), Covas disse que espera que a extensão do uso emergencial da vacina do Instituto possa ser aprovada nesta semana pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). A agência e o Butantan mantém contato para tratar informações sobre o assunto.

“Oferecemos à Anvisa um conjunto relevante de dados sobre a Coronavac, um dossiê sobre a utilização e segurança da vacina na China, com mais de 211 milhões de crianças e adolescentes vacinados”, afirmou o presidente do Butantan.

“É uma vacina segura, a mais segura entre todas as vacinas que esão sendo usadas”, acrescentou.

Conforme explicou, a Coronavac é baseada em um vírus inativado, o que a torna mais acessível e facilmente transportada, por não demandar armazenamento em temperaturas muito baixas. Além disso, essa tecnologia já é conhecida e também utilizada em outras vacinas infantis.

“Dá um orgulho muito grande ao Butantan por ter trazido essa vacina há um ano para o Brasil, atuando no momento mais grave da pandemia”, disse.

Covas afirmou que a Coronavac resiste bem às variantes do coronavírus, como a Ômicron, que tem causado um aumento exponencial no número de casos da Covid no Brasil. Também disse que o país deve continuar presenciando aumento nas infecções nas próximas semanas e que “felizmente as vacinas estão segurando o número de óbitos”.

Durante a entrevista, o presidente do Butantan disse que há 15 milhões de doses da Coronavac prontas para utilização, aguardando liberação de uso, e que poderiam ser entregues mais 110 milhões de doses ao governo federal, mas que não houve pedido.

Dimas Covas pontuou que é importante que o Brasil desenvolva independência na área da vacina, e que há espaço para crescimento da indústria produtora de imunizantes no país.

“Vacina não se rejeita, não se rotula. Vacina se usa conforme está disponível. E temos que aprender isso, porque novas pandemias virão”, afirmou.

Veja a entrevista completa no vídeo acima

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