Coronavac induz alta resposta imune em pacientes com doença hepática, diz estudo

Vacina mostrou alta capacidade para a produção de anticorpos em pessoas que vivem com doença hepática gordurosa associada ao metabolismo (DHGM)

Coronavac não apresentou impactos negativos para a condição da doença hepática, segundo o estudo
Coronavac não apresentou impactos negativos para a condição da doença hepática, segundo o estudo Tânia Rêgo/Agência Brasil

Lucas Rochada CNN

em São Paulo

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A Coronavac apresenta alta capacidade para induzir a produção de anticorpos em pessoas que vivem com doença hepática gordurosa associada ao metabolismo (DHGM), segundo estudo publicado no periódico científico The Lancet.

A pesquisa contou com a participação de 50 pessoas com a doença e 50 indivíduos saudáveis, para fins de comparação. Os dois grupos receberam as duas doses da vacina da farmacêutica chinesa Sinovac, produzida no Brasil pelo Instituto Butantan.

A média de idade dos participantes foi de 42 anos no grupo dos pacientes com a doença hepática e de 40 anos no grupo controle.

Os pacientes foram testados um mês após a segunda dose da vacina. De acordo com o estudo, anticorpos do tipo IgG, específicos para proteína Spike, foram detectados em 100% dos indivíduos de ambos os grupos.

Os testes foram repetidos seis meses depois da imunização, revelando que 94% dos pacientes com a doença hepática e 98% dos voluntários saudáveis mantiveram a produção de anticorpos. Em relação aos anticorpos específicos para o combate ao vírus, 82% dos pacientes e 90% dos demais voluntários apresentaram os anticorpos neutralizantes.

Segundo o estudo, a Coronavac não apresentou impactos negativos para a condição da doença hepática. Além disso, não houve diferença significativa na incidência geral de reações adversas entre os dois grupos.

A DHGM é a doença hepática mais frequente no mundo, atingindo quase 25% da população. Está associada a distúrbios metabólicos e cardiovasculares, como obesidade, resistência à insulina, hipertensão arterial, dislipidemia e diabetes tipo 2.

(Com informações do Instituto Butantan)

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