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    Coronavac tem perfil de segurança bom para ser usada em crianças, diz médico

    Organização Pan-Americana da Saúde emitiu um alerta para o aumento das internações de crianças e adolescentes por causa da Covid-19 nas Américas

    Produzido por Renata Souzada CNN

    Em São Paulo

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    O pediatra e infectologista Marco Aurélio Sáfadi acredita que a vacina Coronavac tem um perfil “muito interessante” para ser utilizada em crianças e adolescentes. A declaração foi feita durante entrevista à CNN.

    “Há cerca de 10, 15 dias, o Chile autorizou o uso da Coronavac em crianças acima de seis anos. A China já usa a mesma vacina em crianças acima de três anos. Eu particularmente olho e enxergo na Coronavac uma vacina com perfil de segurança muito interessante para ser usada na população pediátrica”, avaliou.

    O especialista lembrou, porém, que é preciso intensificar os estudos nesse grupo etário para entender como se comporta com o imunizante.

    “A Organização Mundial da Saúde (OMS) e a maioria dos países entendem que os dados desse momento justificam a vacinação de adolescentes com comorbidades. Para as crianças com menos de 12 anos, estão tentando encontrar evidências nos estudos com as vacinas para ver se podemos progredir a vacinação de forma segura.”

    A Organização Pan-Americana da Saúde emitiu um alerta para o aumento das internações de crianças e adolescentes por causa da Covid-19 nas Américas. Quase dois milhões de pessoas nessa faixa-etária foram infectadas neste ano.

    A situação se agrava porque esses grupos não são prioridade nas campanhas de vacinação.

    Segundo Sáfadi, não há dúvidas que no momento em boa parte da população está vacinada, e ocorre um aumento de transmissão do vírus, especialmente por conta de novas variantes, o risco da doença se intensifica entre as populações não vacinadas.

    Mas, afirmou ele, pode ser que exista um segundo fator que explique o aumento de casos de Covid-19 em crianças. “Será que existe alguma particularidade nessas novas variantes, como a Delta, que as fazem ser de maior risco para essa população?”, questionou. “Há estudos tentando responder a essa pergunta.”

    (*sob supervisão de Elis Franco)

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