Correspondente Médico: Como os adolescentes desenvolvem autonomia?

Neurocirurgião Fernando Gomes explica que dar aos jovens o poder de escolha pode melhorar o desempenho e o futuro deles

Da CNN

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O novo currículo do ensino médio de São Paulo irá contar com 12 opções de curso e dará a possibilidade do aluno escolher as disciplinas com as quais mais se identifica. O anúncio foi feito na segunda-feira (3) pelo governador João Doria (PSDB), que alegou que o objetivo é criar uma escola que “dialogue com a realidade da juventude e se adapte às necessidades dos estudantes”.

Na edição desta terça-feira (4), do quadro Correspondente Médico, do Novo Dia, o neurocirurgião Fernando Gomes explicou como gestos como esse ajudam os adolescentes a desenvolverem autonomia e como isso pode melhorar o desempenho desses adolescentes no ambiente escolar, além de ajudar na capacidade de fazer importantes escolhas no futuro.

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“Se a gente tem a questão da evasão na nossa frente, me parece uma solução muito saudável dar autonomia e poder de escolha para que, naturalmente, o jovem se encaixe no que faz mais sentido para a sua vida”, disse ele. “De que adianta um currículo maravilhoso e impecável se não temos o aluno dentro da sala de aula?”, questionou.

Gomes frisou que estudos apontam que o cérebro humano não está totalmente formado antes dos 21 anos, mas afirmou que, apesar disso, o jovem está preparado para essa autonomia inicial, que formará um poder de escolha mais maduro.

Para ele, essa proposta do governo de São Paulo “deixa de infantilizar o adolescente e o jovem” e permite que o cérebro, ainda não totalmente formado, passe a trabalhar diferentes tipos de inteligência. 

“Nada mais justo e honesto do que oferecer para essas pessoas o poder de escolha, porque talvez tenhamos uma escola muito mais cheia de alunos interessados”, avaliou.

“Quando ele termina o colegial, tem que decidir que faculdade vai fazer se quiser fazer o curso superior, então parece razoável essa proposta de trazer para um pouco mais cedo o poder de escolha”, concluiu.

(Edição: André Rigue)

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