Correspondente Médico: Como procedimentos estéticos podem prejudicar a saúde

No quadro Correspondente Médico, dr. Fernando Gomes falou sobre caso da modelo canadense Linda Evangelista, que ficou desfigurada após tratamento

Da CNN

Em São Paulo

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Na edição desta segunda-feira (27) do quadro Correspondente Médico, do Novo Dia, o neurocirurgião Fernando Gomes falou sobre os riscos dos procedimentos estéticos à saúde.

A modelo canadense Linda Evangelista, uma das maiores figuras das passarelas e capas de revistas dos anos 90, revelou que ficou “brutalmente desfigurada” após tratamentos estéticos. Em um post nas redes sociais, ela disse que esteve reclusa nos últimos cinco anos por causa de complicações em um procedimento para reduzir gordura.

Linda disse que sofreu um efeito colateral raro chamado hiperplasia adiposa paradoxal por causa de um tratamento  feito nas coxas, abdômen, costas, flancos e queixo. Além dos danos estéticos, a modelo ainda alega que entrou em depressão.

Gomes explicou que existem diversos tipos de procedimentos ou cirurgias plásticas que buscam corrigir pequenas imperfeições ou alterações do corpo.

“Um deles é a criolipólise, que utiliza como princípio básico o crio, que significa alguma coisa gelada ou fria, e lipólise, que seria a quebra da gordura. Esse é o principio físico: se congelaria as células da gordura localizada em regiões específicas e, dessa forma, você reduz o volume no local, proporcionando um remodelamento estético”,  disse o médico.

Como no caso de Linda Evangelista, o procedimento estético ocasionou uma complicação rara. “Foi a hiperplasia adiposa paradoxal — paradoxal porque o efeito é ao contrário do que o desejado; adiposa porque falamos de tecido gorduroso, e hiperplasia porque se tem a sensação de aumento.”

Segundo o médico, esse evento adverso provoca o endurecimento das regiões tratadas com a criolipólise, dando formato irregular à região. “A pessoa busca um resultado e acaba obtendo outro, que muitas vezes pode representar uma alteração estética importante”, afirmou Fernando Gomes, completando que a reação acontece em cerca de 1% a 2% dos pacientes.

“Apesar de raro, todo profissional que trabalha com isso sempre vai alertar o paciente dos possíveis riscos. Sempre que você se submete a procedimento — quer seja para tratar um problema de saúde ou para corrigir uma pequena imperfeição — há uma corresponsabilidade entre o paciente e o profissional e equipe médica.”

 

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