Correspondente Médico: Conheça os riscos do excesso de trabalho para a saúde

Neurocirurgião Fernando Gomes falou sobre como a China tenta evitar danos aos trabalhadores, que, no país, chegam a jornadas de 72h semanais

Da CNN*

Em São Paulo

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Na edição desta quarta-feira (8) do quadro Correspondente Médico, do Novo Dia, o neurocirurgião Fernando Gomes falou sobre os riscos do excesso de horas trabalhadas.

Na China, o assunto vem preocupando as autoridades de saúde. Por isso, o governo e a Justiça do país começaram a notificar empresas que sobrecarregam os funcionários.

A ideia é evitar o que eles chamam de “996”: trabalhar das nove da manhã até às nove da noite durante seis dias na semana — o que dá um total de 72 horas trabalhadas por semana. A preocupação dos chineses é com os possíveis danos à saúde dos trabalhadores, especialmente riscos de depressão.

Durante a pandemia, o home office se tornou a modalidade predominante de trabalho. Fernando Gomes explicou que esse modelo pode trazer mais impacto à saúde dos funcionários.

“No home office, se pode encurtar o tempo de trabalho e aumentar a eficiência, mas o problema é que pessoas marcam reuniões uma atrás da outra”, destacou.

“Como se está sempre em frente à tela, aquele momento para um café e para esticar o corpo deixa de existir — ou seja, a eficiência não está sendo levada em consideração”, completou o médico.

Segundo ele, é preciso ajustar a carga de horário para quem trabalha em home office. “Isso é para que se possa ter boa performance e manter a saúde mental, pois o nome do esgotamento mental é o burnout, é disso que as pessoas têm que fugir”, disse Gomes.

“Nossa vida não é simplesmente trabalho, até para termos boa eficiência é importante que a vida esteja funcionando de forma adequada fora do trabalho”, aconselhou.

(*Com informações de Raphael Florêncio, da CNN, em São Paulo)

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