Correspondente Médico: Qual o futuro da vacina Coronavac no Brasil?

Neurocirurgião Fernando Gomes avaliou o cenário do medicamento no país

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A corrida pela imunização contra o novo coronavírus continua em todo o mundo. No Brasil, o impasse sobre a vacina Coronavac, desenvolvida pela farmacêutica Sinovac e o Instituto Butantan, ganhou um novo capítulo na última quarta-feira (22). O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e o governador João Doria (PSDB) divergiram sobre a compra das doses. 

Em meio a este embate, na edição desta quinta-feira (22) do quadro Correspondente Médico, do Novo Dia, o neurocirurgião Fernando Gomes comentou qual é o futuro da vacina Coronavac no país e qual é o impacto desta indecisão para a imunização dos brasileiros. 

“Para a distribuição das doses isto pode levar de meses ou até anos. Como estamos vivendo em um período de pandemia, este tempo pode ser flexibilizado porque todo mundo está preocupado com este cenário”. 

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Correspondente Médico: Qual o futuro da vacina Coronavac no Brasil?
Correspondente Médico: Qual o futuro da vacina Coronavac no Brasil?
Foto: Reprodução CNN

De acordo com o médico, a ciência não caminha no mesmo ritmo da ansiedade humana, portanto, os prazos devem ser respeitados devido à necessidade de comprovação da eficácia. 

“Neste ponto percebemos a relação entre a saúde e a própria economia, quando falamos de uma compra muito grande de imunizantes. Por isso é necessário ter cautela e respeitar os prazos. Independente da situação, existe um racional para entender o que está se passando”, explica. 

Fernando Gomes relembrou as fases de desenvolvimento da vacina. No processo da fase clínica está a análise de segurança da vacina, avaliação da resposta provocada, estudo de eficiência e, por fim, a aplicação na população.

“Vale lembrar que este é um protocolo de segurança que garante que o benefício é muito maior que o risco. Além disso, existe uma explicação para o investimento”, afirmou.

(Edição: André Rigue)

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