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    Correspondente Médico: Qual o impacto dos exercícios físicos na saúde mental?

    'Muitas pessoas que têm dor crônica melhoram quando passam a fazer exercícios regulares', explica o neurocirurgião Fernando Gomes

    Retomar a rotina de exercícios na pandemia pode ser um desafio para muitas pessoas. Na edição desta quarta-feira (19) do quadro Correspondente Médico, do Novo Dia, o neurocirurgião Fernando Gomes elenca argumentos que mostram por que a prática frequente das atividades físicas é importante para o organismo e e pode até ajudar a aliviar sintomas de dores.

    “Nesse processo [de se exercitar], temos a serotonina para regular o nosso humor de uma forma muito melhor, a anandamida para fazer com que tenhamos sensação de bem-estar e prazer e as endorfinas, que regulam a percepção da dor”, explica.

    Segundo ele, esse é o motivo que explica o fato de “muitas pessoas que têm dor crônica melhorarem ao fazer exercícios regulares”, além de reduzir a necessidade de analgésicos e ter um estilo de vida mais saudável.

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    Correspondente Médico: o neurocirurgião Fernando Gomes fala sobre benefícios dos
    Correspondente Médico: o neurocirurgião Fernando Gomes fala sobre benefícios dos exercícios físicos
    Foto: CNN (19.ago.2020)

    Para além do lado físico, o especialista diz que essa rotina de exercícios ajuda na melhora da memória, da atenção e do humor, o que tem impacto na saúde mental.

    “Quando você faz uma atividade física, você tem aquela sensação de bem-estar e termina se sentindo bem”, conta o neurocirurgião, que explica que isso ativa o circuito da recompensa. “Tudo acaba encaixando e fazendo sentido”. 

    Gomes frisa que esses benefícios podem ser obtidos com atividades frequentes, mas não necessariamente de grande intensidade. 

    “Não é o quanto você se exercita em termos de energia que você coloca, mas a questão da frequência”, afirma ele. “Trinta minutos de exercícios por dia, com treino balanceado que tenha alongamento, a parte aeróbica e de força são fundamentais e não precisam ser extenuantes para ter esses neurotransmissores sendo liberados”, acrescenta.

    (Edição: André Rigue)