Covid-19: estudo indica quais máscaras protegem mais

Acredita-se que esse item protege as pessoas saudáveis de inalar gotículas infecciosas e reduz a transmissão por parte daquelas que já estão infectadas

Máscara de pano em manequim em loja de vestidos de casamento em Berlim
Máscara de pano em manequim em loja de vestidos de casamento em Berlim Foto: Fabrizio Bensch - 31.mar.2020 / Reuters 

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Máscaras de tecido caseiras devem ter um mínimo de duas camadas – preferencialmente três – para prevenir a dispersão de gotículas virais do nariz e da boca, associadas à disseminação do novo coronavírus, indica um estudo de caso em vídeo publicado no site do jornal acadêmico Thorax.

As gotículas virais são produzidas durante tosse, espirro e fala. Acredita-se que as máscaras faciais protegem as pessoas saudáveis de inalar gotículas infecciosas e, assim, reduzem a transmissão por parte daquelas que já estão infectadas.

Mas a falta de equipamentos de proteção individual (EPIs) em todo o mundo durante a pandemia de Covid-19 levou algumas agências de saúde, como o Centro de Controle de Doenças dos Estados Unidos (CDC), a recomendar o uso de máscaras caseiras como uma alternativa às cirúrgicas.

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Diversos tipos de materiais têm sido sugeridos para confeccioná-las em casa, mas com base em pouca ou nenhuma evidência de quão bem essas máscaras funcionam.

Um grupo de pesquisadores da Austrália comparou máscaras caseiras de uma e duas camadas às cirúrgicas de três camadas, para verificar a eficácia de cada uma em reduzir a dispersão de gotículas.

A de camada única foi feita com um pedaço de uma camiseta de algodão e a de camada dupla, usando dois tecidos sobrepostos e costurados, informou o CDC.

Camadas duplas ou triplas

Os pesquisadores usaram um sistema de iluminação por LED e uma câmera de alta velocidade para filmar a dispersão de gotículas produzidas por uma pessoa saudável durante fala, tosse e espirro, com cada uma das máscaras.

As imagens mostraram que o acessório de camada tripla foi o mais eficaz para conter a dispersão de gotículas pelo ar. A de camada única conseguiu fazê-lo somente durante a fala. A de camada dupla se saiu melhor do que a de camada única, reduzindo a dispersão de gotículas durante a tosse e o espirro.

Segundo os pesquisadores, este é apenas um entre os diversos fatores que contribuem para a eficácia das máscaras caseiras. Dentre eles, o tipo do material utilizado, o design do produto e o encaixe, assim como a frequência em que é lavado.

Ainda assim, com base nas observações dos pesquisadores, uma máscara feita em casa com ao menos duas camadas é mais recomendada do que a que tem apenas uma. “As orientações para as máscaras caseiras devem determinar múltiplas camadas.”

E eles ressaltam: “Há necessidade de mais evidências para informar sobre o design de máscaras caseiras mais seguras, e os países precisam garantir fabricação adequada ou aquisição de máscaras cirúrgicas”. 

(Texto traduzido, clique aqui e leia o original em inglês.)

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