Covid-19: Minas Gerais pretende vacinar todos adultos com 1ª dose até setembro
À CNN, o governador Romeu Zema (Novo) falou sobre vacinação, panorama da pandemia no estado e CPI da Pandemia
Em entrevista à CNN, o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), afirmou que espera cumprir a meta de aplicar a primeira dose da vacina contra Covid-19 em todos os adultos do estado até setembro. O governo de Minas antecipou o calendário de vacinação, e Zema diz que os novos prazos serão cumpridos se o Ministério da Saúde entregar todas as doses que prometeu.
"Desde que o ministério cumpra, e ele tem até cumprindo e, em algumas situações, superado o planejamento, nós teremos condições de cumprir o novo calendário."
Sobre a situação da pandemia de Covid-19 em Minas Gerais, Zema disse que os números de casos, internações e óbitos pela doença estão em queda. O governador também associou a mudança de perfil das vítimas da doença ao andamento da vacinação.
"Meses atrás, a maioria dos óbitos era de pessoas mais idosas e hoje concentra-se em pessoas mais novas, o que demonstra claramente o efeito da vacinação", afirmou. "Minas Gerais é o estado com a menor taxa de óbito dos estados do Sudeste e Sul do Brasil. Se o país tivesse uma taxa de óbitos equivalente à de Minas Gerais, 55 mil vidas teriam sido poupadas."
Questionado se o estado pretende antecipar a aplicação da segunda dose da vacina da AstraZeneca e da Pfizer para tentar conter a disseminação da variante Delta, Zema afirmou que a questão está em "análise".
"Nós temos feito tudo que é possível para agilizarmos o processo de vacinação. Caso a nossa Secretaria de Saúde chegue à conclusão que é conveniente seguir esse tipo de produção, que vai reduzir o número de casos e óbitos, nós vamos adotá-lo, sim. Por ora, não temos nada definido."
CPI da Pandemia
O governador mineiro disse ser contrário à existência da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Pandemia. Segundo Zema, o país tem órgãos "bem aparelhados" para fazer investigações, como a Polícia Federal, o Tribunal de Contas da União (TCU) e o Ministério Público.
"Muitas vezes, pautas importantes, principalmente as reformas que dependem do Legislativo federal e também em alguns casos estadual, ficam paradas devido a algumas CPIs que têm muito mais, às vezes, interesse midiático do que propriamente de solucionar. Então, a princípio, sou contrário. Mas como a CPI está instalada há algum tempo, que ela seja o mais eficiente possível e que se apure as irregularidades."
Por fim, Zema disse não acreditar que o presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido), possa estar envolvido em supostas irregularidades. "Mas pode ser que, numa máquina do tamanho do governo federal, e até mesmo de Minas Gerais, irregularidades podem acontecer."
(* sob supervisão de Elis Franco)
