Covid representa 71,2% dos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave no Brasil

Curva nacional de contaminações mantém sinal de crescimento nas últimas semanas; dados são da Fiocruz

Profissional da saúde manipula equipamento de testes
Profissional da saúde manipula equipamento de testes 08/04/2020REUTERS/Prashant Waydande

Beatriz Puenteda CNN

No Rio de Janeiro

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A nova edição do boletim InfoGripe, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), divulgado nesta terça-feira (21), aponta que os casos de Covid-19 já correspondem a 71,2% das ocorrências de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) no Brasil nas últimas quatro semanas.

Com manutenção do sinal de crescimento de SRAG desde a semana epidemiológica (SE) 16 (entre os dias 17 e 23 de abril), as estimativas apontam para 8.100 casos na SE 23 (de 5 a 11 de junho). A curva nacional mantém sinal de elevação nas tendências de longo (últimas seis semanas) e curto prazo (últimas três semanas).

De acordo com a Fiocruz, a predominância dos casos de Covid está na população adulta. Em crianças pequenas (0 a 4 anos) se observou o predomínio do vírus sincicial respiratório (VSR), seguido de Sars-CoV-2 (Covid-19), rinovírus e metapneumovírus. Nas demais faixas etárias o Sars-CoV-2 é predominante entre os casos com identificação laboratorial.

Nas quatro últimas semanas epidemiológicas, a prevalência entre os casos como resultado positivo para vírus respiratórios foi de 3,5% Influenza A, 0,3% Influenza B, 12,7% vírus sincicial respiratório, e 71,2% para Covid-19. Entre os óbitos, a presença destes mesmos vírus entre os positivos foi de 2,6% Influenza A, 0,0% Influenza B, 2,3% vírus sincicial respiratório (VSR), e 91,9% Covid-19.

Estados

Entre os 27 estados brasileiros, 17 apresentam indícios de crescimento tendência de longo prazo (últimas seis semanas) até a semana 23: Acre, Alagoas, Amazonas, Ceará, Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Paraná, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, Rondônia, Santa Catarina e São Paulo. Os demais apresentam sinal de estabilidade ou queda na tendência de longo prazo. No Rio Grande do Sul, em particular, observa-se também o aumento nos casos positivos para influenza em diversas faixas etárias.

Capitais

Quanto às capitais, 19 apontam para sinal de crescimento na tendência de longo prazo até a semana 23: Belém (PA), Belo Horizonte (MG), Boa Vista (RR), Brasília (DF), Cuiabá (MT), Curitiba (PR), Florianópolis (SC), Fortaleza (CE), Goiânia (GO), João Pessoa (PB), Maceió (AL), Natal (RN) Porto Alegre (RS), Rio Branco (AC), Rio de Janeiro (RJ), São Luís (MA), São Paulo (SP), Teresina (PI) e Vitória (ES).

Das 27 capitais, Palmas (TO) está em macrorregião de saúde em nível pré-epidêmico, São Luís (MA) em nível epidêmico, 19 em nível alto (Aracaju, Belém, Boa Vista, Campo Grande, Cuiabá, Fortaleza, Goiânia, João Pessoa, Macapá, Maceió, Manaus, Natal, Porto Alegre, Porto Velho, Recife, Rio de Janeiro, Salvador, Teresina e Vitória), seis em nível muito alto (Belo Horizonte, Brasília, Curitiba, Florianópolis, Rio Branco e São Paulo) e nenhuma em nível extremamente alto.

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