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    Depois de tomar vacina, ainda preciso usar máscara?

    Especialistas explicam que a vacina não substituirá, de imediato, os cuidados básicos de prevenção do coronavírus

    Ana Paula Lima Ribeiro, em colaboração com a CNN Brasil

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    Máscara de proteção com válvula
    Máscara de proteção com válvula
    Foto: Orna Wachman/Pixabay

    Com a chegada da vacina contra a Covid-19, prestes a se tornar realidade no Brasil, muitas pessoas estão ansiosas para voltar à “normalidade” e deixar as máscaras no passado.

    Embora o imunizante seja motivo de celebração, a vitória sobre o novo coronavírus não virá do dia para a noite e dependerá da continuidade de cuidados básicos.

    Para quem tem dúvidas sobre a vida pós-vacina, os especialistas explicam que o imunizante vem para somar reforços contra a infecção – e que não pode servir de substituto da máscara.

    Mônica Levi, presidente da Comissão de Revisão de Calendários Vacinais da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), reitera que a máscara segue sendo um acessório indispensável, mesmo para quem for vacinado. Ela estende a recomendação a todas as outras medidas de higiene.

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    “É imprescindível que se mantenha todas as normas e diretrizes, inclusive o distanciamento social, o funcionamento de estabelecimentos com horário e público reduzidos e o uso de álcool gel”, afirma.

    Essas barreiras sanitárias seguirão sendo importantes, porque a vacina não impede a circulação do Sars-CoV-2, já que, mesmo protegida dos sintomas, uma pessoa imunizada ainda pode transmitir a infecção.

    Antônio Bandeira, diretor da Sociedade Brasileira de Infectologia, explica que “toda vacina implica numa redução de transmissão”, mas que o combate efetivo ao vírus passa pela manutenção dos cuidados básicos “até que a quantidade de pessoas vacinadas seja suficientemente grande”.

    Além disso, o infectologista lembra que “em média, uma vacina gera anticorpos a partir do décimo dia”. A Dra. Mônica Levi também aponta para o fato de que o Brasil é um país com alta densidade populacional, o que aumenta o período de imunização.

    “Vamos vacinar milhões de pessoas dos grupos de risco nesses primeiros meses, mas isso ainda representa muito pouco dentro da população geral do país”, explica. Segundo a especialista, só será possível pensar em flexibilizar os cuidados depois de avaliar os resultados da vacinação em massa.

    “Num segundo momento, com a vacina se estendendo para a população e tendo alta cobertura, teremos a capacidade de detectar se há redução de novos diagnósticos e do número de internações”.

    Com todos os desafios de distribuição da vacina e as incertezas quanto à durabilidade da imunidade provocada por ela, o trabalho dos cientistas e órgãos governamentais precisa andar de mãos dadas com as ações conscientes de cada indivíduo, consolidando um esforço coletivo de combate ao coronavírus.

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