Dias afirma que aguarda decisão da Saúde sobre Sputnik V até esta sexta (23)

Segundo o governador do Piauí, contrato da pasta com o Fundo Soberano Russo difere do acordo firmado pelo Consórcio Nordeste

Elis Franco e Renato Barcellos, da CNN, em São Paulo

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O presidente do Consórcio Nordeste e governador do Piauí, Wellington Dias (PT), afirmou em entrevista à CNN que aguarda uma resposta do Ministério da Saúde sobre a inclusão da vacina Sputnik V no Programa Nacional de Imunizações (PNI) até esta sexta-feira (23).

O primeiro lote do imunizante russo, que chegaria ao Brasil na próxima quarta-feira (28), pode atrasar. Isso porque o Fundo Soberano Russo pede a inclusão da vacina no PNI antes da divulgação do cronograma de entregas.

“Nós formalizamos para o ministro da Saúde, o ministro Marcelo Queiroga, um pedido para que ele ´pudesse nos dar uma posição oficial e a expectativa é de que até esta sexta-feira a gente tenha a informação oficial. Esperamos que seja a manutenção da vacina Sputnik porque quanto mais vacinas, mais rápido imunizamos os brasileiros”, afirmou.

Em entrevista coletiva nesta quarta-feira (21), Queiroga disse que tanto a vacina russa quanto a indiana Covaxin não devem estar no PNI, porque o país já garantiu 600 milhões de doses de outras vacinas contra a Covid-19.

Queiroga lembrou ainda que as duas vacinas enfrentam dificuldades na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Wellington Dias, no entanto, explicou que o contrato do Ministério da Saúde — formalizado por meio da empresa União Química — com os russos difere do acordo firmado pelo Consórcio Nordeste.

Ainda segundo o governador do Piauí, cabe aos gestores estaduais aplicar as vacinas — caso elas cheguem ao Brasil — e atender às exigências da Anvisa.

“A expectativa é poder receber esse lote, e esperamos mesmo que ainda na próxima semana, para que possamos imediatamente passar essa fase. Diz o que está aprovado pela Anvisa que vamos poder prosseguir”, avaliou.

Anvisa aprovou importação controlada de vacinas, com rigorosas restrições

No dia 4 de junho, a diretoria colegiada da Agência Nacional de Vigilância Sanitária autorizou por 4 votos a 1 a importação temporária e excepcional da vacina Sputnik V, da Rússia, mas com restrições para o uso do imunizante no país.

No caso da Sputnik V, a Anvisa autorizou que estados importassem um quantitativo para vacinar no máximo 1% de sua população. A compra de 37 milhões de doses do imunizante foi fechada por 17 estados.

Vacina russa Sputnik V será produzido no Brasil pelo laboratório União Química
Foto: Adriana Toffetti/A7 Press/Estadão Conteúdo

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