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    Disponibilidade de vacinas é desafio maior do que 3ª dose, diz Ludhmila Hajjar

    Cardiologista disse à CNN que o país precisa se concentrar em ter todas as doses para as vacinas com duas aplicações

    Da CNN

    em São Paulo

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    A cardiologista Ludhmilla Hajjar, chefe da UTI do Hospital das Clínicas, afirmou à CNN nesta quinta-feira (2) que o Brasil deve priorizar o esquema vacinal de duas doses, ainda defasado, antes de centrar suas preocupações na aplicação de uma dose de reforço.

    “Não podemos esquecer que o desafio principal desse momento no país é resultar em uma grande ampliação no que se refere às duas doses dos imunizantes que são de duas doses”, afirma a médica.

    Apesar de defender um olhar mais atento para o esquema vacinal ainda em andamento, Ludhmilla Hajjar afirma que a aplicação da dose adicional deve sim estar no radar, uma vez que os estudos comprovam que a imunidade tende a cair com o tempo. “É natural que estejamos discutindo dose de reforço”, disse.

    A aplicação da terceira dose contra a Covid-19 em idosos e pessoas com problemas de imunidade está prevista para começar no próximo dia 15 em todo o país. Mas o tipo de vacina que será utilizada nesse reforço ainda é assunto de discussão entre o governo federal e alguns estados, entre eles, São Paulo.

    Intercambialidade de doses

    Segundo Ludhmila, não há estudos suficientes até o momento que comprovem a eficiência de uma intercambialidade de doses.

    “Se o leque e a disponibilidade de vacinas aumentam, não há nada contra repetir a Coronavac ou ir para a Pfizer, AstraZeneca ou Janssen, de acordo com os resultados dos estudos científicos que vão saindo”, afirmou.

    Apesar disso, o governo de São Paulo admitiu que o ideal seria aplicar uma vacina diferente para a terceira dose. Em entrevista à CNN, o secretário estadual da Saúde de São Paulo, Jean Gorinchteyn, afirmou que a aplicação desse reforço poderá ser feita com um imunizante diferente do restante do esquema vacinal.

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