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    Doença deixa olho esverdeado e provoca dor intensa em pacientes na Austrália

    Condição é causada pelo contato com secreções de uma espécie de besouro minúscula chamada orthoporus; entenda

    Doença do "Olho de Natal" provoca dor debilitante e uma úlcera uniforme e grande
    Doença do "Olho de Natal" provoca dor debilitante e uma úlcera uniforme e grande Reprodução/Instagram

    Lucas Rochada CNN

    em São Paulo

    Médicos australianos relatam um aumento no número de casos de uma doença conhecida como “Christmas Eye“, ou doença do “Olho de Natal” em tradução livre. O problema de saúde é caracterizado pela mudança na tonalidade dos olhos, que ganham aspecto esverdeado, e por sintomas como incômodo e dor intensa na região ocular.

    A condição, também chamada de “síndrome de Albury-Wodonga” ou “ceratite de ceifador”, é associada à ulceração aguda da córnea. A síndrome é causada pelo contato com secreções de uma espécie de besouro minúscula chamada orthoporus.

    A doença sazonal é geograficamente limitada à Austrália, especificamente na região Sudoeste de Nova Gales do Sul e na região Nordeste de Vitória, de acordo com artigo publicado no Open Ophthalmology Journal.

    O problema de saúde foi descrito pela primeira vez na década de 1970. O nome da doença está associado ao período do ano mais comum do aparecimento de casos, no período do verão no hemisfério Sul, entre meados de dezembro e fevereiro.

    Dor intensa e outros sintomas da doença

    A doença do “Olho de Natal” provoca dor debilitante e uma úlcera uniforme e grande, que pode cobrir mais de 70% da superfície da córnea.

    De acordo com a literatura científica, secreções de besouros nativos do gênero Orthoperus estão associadas à condição. A doença também é conhecida como ‘ceratite do ceifador’ em certas áreas rurais devido à sua significativa associação ocupacional com atividades de colheita nos meses de verão.

    Os pacientes são normalmente acordados por dor intensa nas primeiras horas da manhã, tendo estado ao ar livre entre a vegetação em torno do anoitecer ou pôr do sol no dia anterior.

    As características clínicas comuns incluem dor ocular intensa, inchaço palpebral, aumento na produção de lágrimas, fotofobia e diminuição da acuidade visual.  A fotofobia e redução na capacidade visual podem persistir por 2 a 4 semanas.

    A condição geralmente é autolimitada e a resolução completa dos sintomas pode levar até 6 semanas. Complicações de longo prazo, como cicatrização da córnea e perda de visão, embora raras, foram relatadas. Não há registros de casos de transmissão de pessoa para pessoa.

    O exame oftalmológico comum, realizado com lâmpada de fenda, geralmente revela a lesão envolvendo a maior parte da superfície da córnea.

    O tratamento pode ser feito a partir da aplicação de medicamentos anti-inflamatórios e antibióticos na forma de colírios.  e só cessa com a regeneração do epitélio da córnea, que geralmente leva de 48 a 72 horas.