Doenças cardiovasculares resultam em um óbito a cada 72 segundos no Brasil
De acordo com os dados da Sociedade Brasileira de Cardiologia, são registradas 1.194 mortes por dia, ou cerca de 50 óbitos por hora

No Brasil, uma pessoa morre a cada 72 segundos por doenças cardiovasculares, de acordo com uma análise feita pela Sociedade Brasileira de Cardiologia, apresentada nesta sexta-feira (9). Os dados mostram uma média de 1.194 mortes por dia, ou cerca de 50 óbitos por hora.
Segundo a instituição, o número acumulado de óbitos até às 11h do dia 8 de outubro chegava a 334.898, segundo o Cardiômetro, ferramenta da Sociedade Brasileira de Cardiologia que passa a integrar o novo Hub de Doenças Cardiovasculares, plataforma lançada pela entidade em parceria com a World Heart Federation (WHF).
Apresentado no dia de abertura do 81º Congresso Brasileiro de Cardiologia, realizado no Rio de Janeiro, em conjunto com o Congresso Mundial de Cardiologia, o novo Hub reúne dados epidemiológicos sobre as principais doenças cardiovasculares no Brasil.
A plataforma permite consultar números absolutos, taxas, séries históricas oficiais e estimativas comparáveis internacionalmente, além de visualizar indicadores por estado, sexo e faixa etária.
O Hub utiliza dados de mortalidade do SIM (Sistema de Informações sobre Mortalidade), do Ministério da Saúde do Brasil, e estimativas epidemiológicas do GBD (Global Burden of Disease) 2023. Para o cálculo das taxas de mortalidade com dados do SIM, são utilizadas estimativas populacionais disponibilizadas pelo DataSUS, com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Entre os dados disponíveis no novo Hub estão as séries históricas de mortalidade observadas entre 2000 e 2024, assim como projeções para os próximos anos. Segundo a projeção, o Brasil teria um aumento de 10,8% nas mortes por doenças cardiovasculares até 2030, passando de 417.550 mortes em 2024 para 462.573 em 2030.
Os números reforçam a importância de intervenções capazes de alterar essa trajetória, como o controle da hipertensão e do diabetes, a redução do tabagismo, o combate à obesidade e ao sedentarismo e o atendimento oportuno de casos de infarto e acidente vascular cerebral (AVC).
Ribeiro ressalta que esforços nessas áreas resultaram na queda drástica da taxa de óbitos nos últimos 20 anos. Em 2024, a taxa de mortalidade padronizada por idade era de 195 óbitos a cada 100 mil habitantes, uma redução de 36% com relação aos anos 2000, em que a taxa era de 306,4 óbitos por 100 mil.
O estado de Alagoas registra a maior taxa de mortalidade por doenças cardiovasculares, com 245,5 óbitos por 100 mil habitantes. Na sequência aparecem Amapá, com 225,1 óbitos por 100 mil habitantes, e Mato Grosso do Sul, com 220,4.
*Sob supervisão de André Rigue.


