Dor de cabeça não é sintoma de hipertensão, dizem médicos a Dr. Kalil

No programa "CNN Sinais Vitais", médicos explicam que a pressão alta não causa dores de cabeça, sendo o contrário mais comum: a dor pode elevar a pressão arterial

Da CNN Brasil
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A hipertensão arterial é uma condição que afeta milhões de brasileiros, mas muitos ainda acreditam em mitos sobre seus sintomas. Um dos mais comuns é a relação entre dor de cabeça e pressão alta, tema abordado pelos especialistas no programa "CNN Sinais Vitais - Dr. Kalil Entrevista" de sábado (31).

De acordo com os médicos Álvaro Avezum, diretor do Centro Internacional de Pesquisa e do Departamento de Cardiologia do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, e Decio Mion, livre-docente de Nefrologia da Faculdade de Medicina da USP, a hipertensão não apresenta sintomas perceptíveis na maioria dos casos.

"Na realidade, hipertensão não tem sintoma. A pessoa pode ter 18 por 12 de pressão e está aí andando na rua. Não sente absolutamente nada", explicaram os especialistas durante o programa. Eles destacaram que o oposto do que se acredita é verdadeiro: "Na realidade, hoje a gente sabe que qualquer dor, inclusive a dor de cabeça, pode elevar a pressão. Então é o contrário do que se pensava".

Hipertensão: um problema silencioso e grave

Os especialistas alertam que a ausência de sintomas torna a hipertensão ainda mais perigosa, já que muitas pessoas não sabem que estão com a pressão alta. "A gente não pode depender de sintoma para fazer diagnóstico", ressaltaram no programa apresentado pelo Dr. Kalil.

Segundo Avezum, a hipertensão está relacionada ao estilo de vida nas sociedades urbanas atuais. "Tem um modelo que mostra por que nós estamos adoecendo do ponto de vista cardiovascular. O nome é má adaptação na vida na sociedade urbana atual", explicou. Fatores como sedentarismo, alimentação calórica e forte carga de estresse contribuem para o desenvolvimento da doença.

A hipertensão é considerada um dos principais fatores de risco para doenças cardiovasculares como infarto, AVC e insuficiência cardíaca. No Brasil, é o segundo fator mais associado à mortalidade, ficando atrás apenas do cigarro. Os médicos enfatizam que o controle da pressão alta é relativamente simples, desde que seja diagnosticada e o paciente siga as orientações médicas.

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