Dose de reforço contra a Covid e uso de máscara são necessários, diz infectologista

À CNN Rádio, Jamal Suleiman defendeu que baixos índices de vacinação no Brasil tornam a “situação dramática”

Uma margem confortável de vacinados, segundo Jamal Suleiman, seria de no mínimo 80 a 85% de toda a população com esquema total contra a Covid-19
Uma margem confortável de vacinados, segundo Jamal Suleiman, seria de no mínimo 80 a 85% de toda a população com esquema total contra a Covid-19 Getty Images

Amanda Garcia

São Paulo

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Na avaliação do infectologista do Instituto Emílio Ribas, Jamal Suleiman, a escalada nos números da Covid-19 no Brasil “é esperada” por uma série de motivos.

“O primeiro deles é que o vírus continua circulando e o segundo determinante é que temos uma população que não recebeu todas as doses de reforço e à medida que o tempo passa a proteção vai diminuindo”, explicou à CNN Rádio.

Uma margem confortável de vacinados, segundo ele, seria de no mínimo 80 a 85% de toda a população com esquema total contra a Covid-19.

No entanto, Jamal destaca que desde a segunda dose o número de vacinados vem caindo, o que torna a “situação dramática”: “As pessoas precisam entender que têm que tomar a dose de reforço.”

O infectologista defende que a decisão de retomar a obrigatoriedade de máscaras em lugares fechados, a exemplo de São Paulo, é “corretíssima.”

“Importante lembrar que precisam ser máscaras adequadas, estamos no terceiro ano de pandemia, não se justifica o uso de máscaras de pano, o valor unitário das de alta proteção se reduziu muito”, alertou.

O inverno, ele lembrou, traz outras doenças respiratórias, como a influenza e “o estrago delas é grande nos grupos vulneráveis”: “As pessoas precisam tomar as vacinas contra a Covid e a gripe e usem máscaras”.

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