Dose de reforço é fundamental para combate à variante Ômicron, diz especialista

Em entrevista à CNN, o presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), Juarez Cunha, ressaltou a importância do ciclo vacinal completo

Duda Cambraiada CNN*Lucas Rochada CNN

em São Paulo

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A variante Ômicron do novo coronavírus foi identificada em novembro de 2021. Desde então, se tornou a linhagem predominante do vírus no mundo devido à alta capacidade de transmissibilidade.

No Brasil, a cepa provocou um aumento significativo de casos nas últimas semanas. Em entrevista à CNN, o presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), Juarez Cunha, afirmou que a dose de reforço é fundamental para o combate à variante Ômicron.

“Para a Ômicron, por ser uma variante que tem muitas mutações, a gente precisa melhorar aquela resposta da pessoa e isso acontece através dessa dose de reforço”, afirmou.

De acordo com Cunha, os dados epidemiológicos mostram que a maior parte das pessoas infectadas pela Ômicron que evoluem para quadros clínicos mais graves não foram vacinadas. Além disso, segundo ele, o país pode não ter atingido o pico de casos ocasionados pela variante.

“A nossa epidemiologia permite ainda essa avaliação semanal de como estão se comportando as internações e os óbitos das pessoas completamente vacinadas, das não vacinadas e das parcialmente vacinadas. E estimular mais ainda que o esquema seja completado”, disse.

Para o especialista, ainda não existem evidências científicas robustas para definição da aplicação da quarta dose das vacinas contra a Covid-19 no público em geral.

“Precisamos ter mais embasamento científico, tanto de eficácia quanto de segurança, para uma quarta dose ou para um segundo reforço. Lembrando que aqui estamos falando de pessoas imunocompetentes. Para o imunodeprimido, já está bem definido. Já foi ampliada a vacinação para adolescentes, incluindo esses esquemas diferenciados para o imunodeprimido”, disse.

*sob supervisão de Elis Franco

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