Dr. Kalil conversa sobre uso de cirurgia robótica contra câncer colorretal

Dr. Kalil conversa com cirurgiões do Einstein Hospital Israelita sobre como a tecnologia está sendo usada no tratamento de tumores no instestino

Da CNN Brasil
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A cirurgia robótica tem revolucionado o tratamento do câncer colorretal, oferecendo uma abordagem altamente precisa e menos invasiva para os pacientes. Esta tecnologia representa uma evolução sofisticada da laparoscopia, transferindo a precisão dos movimentos do punho do cirurgião para o robô, com capacidade de rotação de 360 graus em uma visão tridimensional.

"Isso torna a parte oncológica muito precisa, que não perde em nada para a cirurgia aberta. Pelo contrário, confere ao paciente um trauma muito menor, incisões muito menores, e recuperação e volta às atividades normais de modo mais rápido", destaca Sidney Klajner, cirurgião do aparelho digestivo e coloproctologista e presidente do Einstein Hospital Israelita, em entrevista ao Dr. Roberto Kalil para o CNN Sinais Vitais deste sábado (28).

Sérgio Araújo, diretor da rede cirúrgica do Einstein Hospital Israelita, acrescenta que um aspecto importante é que pacientes com câncer frequentemente necessitam de um tratamento oncológico integrado:

"A parte da cirurgia precisa ser minimamente invasiva para devolver rapidamente o paciente e para que ele esteja pronto para os tempos de quimioterapia e radioterapia, que exigem que ele esteja recuperado".

Segundo Araújo, a preservação da imunidade do paciente também é um benefício crucial da cirurgia robótica no manejo do câncer colorretal. Por ser menos invasiva, esta abordagem contribui para manter o sistema imunológico em melhores condições, fator determinante no combate à doença.

Biópsia líquida e imunoterapia: aliadas no tratamento

Além dos avanços cirúrgicos, outras tecnologias têm transformado o tratamento do câncer colorretal. Sérgio Araújo cita a biópsia líquida como uma ferramenta importante no monitoramento da doença: "É a pesquisa do DNA tumoral utilizando sondas específicas, quando o tumor não está presente pela tomografia ou pela ressonância".

Esta técnica é especialmente útil para pacientes de alto risco ou aqueles que apresentaram resposta completa a tratamentos anteriores, mas que necessitam de acompanhamento rigoroso. A biópsia líquida funciona através de sondas específicas que identificam o material genético do tumor no sangue, oferecendo uma detecção precoce de possíveis recidivas.

A imunoterapia também emerge como um pilar fundamental no tratamento do câncer colorretal. Esta abordagem utiliza anticorpos que estimulam o sistema imunológico do próprio paciente a combater as células cancerígenas, representando um avanço significativo nas opções terapêuticas disponíveis para esta condição.

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