Duas doses da Pfizer em crianças de 2 a 5 anos não produzem imunidade esperada

Nenhum problema de segurança foi detectado, mas agora a farmacêutica fará testes com uma terceira dose para essa faixa etária

Logo da Pfizer do lado de fora do prédio da empresa em Nova York
Logo da Pfizer do lado de fora do prédio da empresa em Nova York 02/03/2021 REUTERS/Carlo Allegri

Maggie FoxVirginia Langmaidda CNN

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A Pfizer disse na sexta-feira (17) que testes com sua vacina em crianças de dois a cinco anos mostram que ela não fornece a imunidade esperada nessa faixa etária, e que está adicionando uma terceira dose aos experimentos.

A empresa decidiu testar uma terceira aplicação para todas as crianças e bebês com idades entre seis meses e cinco anos após seus consultores externos independentes analisarem os dados disponíveis até agora.

A análise mostrou que duas doses da vacina da Pfizer específicas para crianças não estavam produzindo a imunidade esperada nos menores entre dois e cinco anos de idade, embora o fizesse em bebês de até dois anos.

“O estudo agora incluirá a avaliação de uma terceira dose de 3 microgramas, pelo menos dois meses após a segunda dose, para fornecer altos níveis de proteção neste grupo”, disse o documento.

A Pfizer diminuiu o tamanho da dosagem para crianças. Para a faixa etária acima de 12 anos, a dose é de 30 microgramas de vacina. A Pfizer e a BioNTech reduziram para 10 microgramas para crianças entre 5 e 11 anos, e diminuíram ainda mais para as crianças mais novas, para três microgramas por dose.

Os primeiros testes indicaram que a dose produziria uma forte resposta imunológica nas crianças e minimizaria o risco de efeitos colaterais. Porém, os dados provisórios – que o Conselho de Monitoramento de Dados e Segurança independente pode ver sem fornecer detalhes à empresa ou aos investigadores – indicam que esse regime não produziu a resposta imunológica esperada nas crianças de dois a cinco anos de idade.

“Nenhuma preocupação de segurança foi identificada, e a dose de três microgramas demonstrou um perfil de segurança favorável em crianças de seis meses a cinco anos de idade”, disse a Pfizer em um comunicado.

“A decisão de avaliar uma terceira dose de três microgramas para crianças nessa faixa etária reflete o compromisso das empresas em selecionar cuidadosamente a dose certa para maximizar o perfil de risco-benefício”, acrescentou.

“Se o estudo de três doses for bem-sucedido, a Pfizer e a BioNTech esperam enviar dados aos reguladores para uma Autorização de Uso de Emergência para crianças de seis meses a cinco anos de idade no primeiro semestre de 2022”, concluiu o comunicado.

A empresa também testará terceiras doses em crianças mais velhas, que ainda não têm autorização para doses de reforço da vacina. Crianças com idades entre 5 e 11 anos e 12 e 15 anos receberão as terceiras injeções de dose completa nos testes.

As mudanças provavelmente significam um atraso na autorização de vacinas para crianças mais novas, disse o Dr. Anthony Fauci.

“Acho que, por necessidade, isso vai aumentar o prazo para conseguir uma autorização de uso de emergência para crianças tão jovens. Provavelmente não acontecerá até o segundo trimestre de 2022, e esperávamos que acontecesse no primeiro trimestre”, disse Fauci, que é Diretor do Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infecciosas, a Erica Hill, da CNN.

“Mas, pelo menos pelo que a Pfizer está dizendo, quando eles obtiverem todos os dados necessários e passarem por todo o procedimento para obter uma autorização de uso de emergência infelizmente não será até o segundo trimestre”, acrescentou.

“Queremos realmente obter a dose certa e o regime certo para as crianças. Portanto, embora você não goste que haja um atraso, você quer acertar, e é disso que eles estão falando”, concluiu Fauci.

Este conteúdo foi criado originalmente em inglês.

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