‘É de se esperar que SP seja um dos focos da variante de Manaus’, diz professora

Professora do Instituto de Medicina Tropical da USP disse que é provável que mutação brasileira seja resistente a vacinas

Da CNN, em São Paulo

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São Paulo confirmou o primeiro caso de variante do novo coronavírus em paciente que não esteve em Manaus. Para a professora do Instituto de Medicina Tropical da Faculdade de Medicina da USP Ester Sabino, é provável que a nova variante se espalhe pela capital paulista.

“O mundo é muito conectado e já é grave o fato de encontrarmos em Manaus. São Paulo é a principal rota dos aviões que vêm de Manaus, então, é de se esperar que São Paulo seja um dos próximos focos da transmissão dessa variante”, diz.

Sobre as novas variantes — tanto a brasileira, quanto a britânica e a da África do Sul —, Ester diz que já está provado que elas têm uma capacidade maior de transmissão e de driblar o sistema imune. “Os estudos ainda não terminaram com a linhagem do Brasil, mas o fato de ter as mesmas mutações sugere que a linhagem que apareceu em Manaus tenha um comportamento muito semelhante à da África do Sul”, analisa.

A professora da Faculdade de Medicina da USP detalha o porquê de as novas variantes apresentarem uma alta taxa de transmissibilidade e maior resistência às vacinas que já foram desenvolvidas.

“A linhagem da Inglaterra tem uma mutação que ajuda a ligar o vírus ao receptor. O receptor é onde ele se liga na célula. Isso aumenta a taxa de transmissão. Outras duas mutações que estão na linhagem da África do Sul já se mostraram efetivas em fazer com que o vírus escape dos anticorpos neutralizantes para a cepa anterior, causando reinfecção e aumentando a chance de escapar da resposta à vacina. Estas duas mutações também estão presentes na linhagem do Amazonas.”

 

 

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