É triste ver queda na vacinação contra poliomielite no País, diz infectologista

À CNN Rádio, Nanci Silva, que é consultora da Sociedade Brasileira de Infectologia, lamentou que a campanha de vacinação contra a pólio tenha atingido apenas 35% do público-alvo

Amanda Garcia, da CNN
  • Marcelo Camargo/Agência Brasil
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A uma semana de ser encerrada, a campanha de vacinação contra a poliomielite não alcançou nem um terço da meta proposta pelo Ministério da Saúde.

Apenas 34% do público-alvo recebeu o imunizante, sendo que a expectativa era de que ao menos 95% das crianças de até 4 anos de idade fossem vacinadas.

“É triste observar a diminuição do número dessa vacinação”, lamentou a infectologista Nanci Silva, em entrevista à CNN Rádio.

Ela reforçou que a “vacina é vítima do seu próprio sucesso, porque hoje a gente não vê essas doenças, a população mais jovem, até de médicos, nunca viu sarampo, poliomielite, justamente por causa do número de vacinados.”

A consultora da Sociedade Brasileira de Infectologia reforçou que o sucesso dos imunizantes é “absolutamente indiscutível.”

“Sabemos que a vacina, depois do saneamento básico, é a forma mais efetiva para diminuir casos de doenças preveníveis.”

Neste cenário de queda na vacinação, Nanci lembra que há a possibilidade de importar casos, com o mundo globalizado.

A infectologista vê a necessidade de que a população se vacine e que as autoridades do governo, estados e municípios “facilitem esse processo” e “entendam as próprias realidades do porquê as pessoas não estão buscando a vacina.”

Para Nanci, a responsabilidade de buscar os imunizantes é “de todos nós”.

*Com produção de Isabel Campos