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    Eficácia de vacinas contra a Ômicron ainda precisa de provas, diz virologista

    Romulo Néris, virologista da UFRJ, falou em entrevista à CNN Rádio nesta quinta-feira (9) sobre os estudos que sugerem eficácia das vacinas contra a nova variante

    Amanda GarciaBel Camposda CNN

    Em São Paulo

    Os indicativos apresentados pela Pfizer, na quarta-feira (8), de que três doses do seu imunizante contra a Covid-19 neutralizam a variante Ômicron são “animadores”, mas ainda carecem de provas de que a eficiência se dá também fora dos laboratórios.

    A avaliação é de Romulo Néris, da UFRJ, em entrevista à CNN Rádio nesta quinta-feira (9). O Instituto Butantan também já mencionou a eficácia da Coronavac contra novas variantes. Segundo o virologista, ainda é preciso testes mais completos.

    Néris explica que a primeira fase de avaliação sobre a eficiência do imunizante contra uma variante como a Ômicron requer o uso de ferramentas bioinformáticas, “que são modelos de computador, para determinar como se comporta a proteína spike, aquela que serve como chave para o vírus entrar na nossa célula e consegue fazer uma previsão se é mais transmissível”, explicou.

     

    “A próxima fase é buscar no soro de pacientes com vacinas para ver se neutraliza os anticorpos, em seguida olha população de indivíduos imunizados onde essa variante está circulando para ver se ela acabou se consolidando”, completou.

    O virologista destaca, no entanto, que a pesquisa não é menos importante, mas que são etapas que devem ser cumpridas. “Vale ressaltar que os estudos são preliminares, são ensaios feitos em laboratórios, ainda estão avaliando a efetividade real na população. Eles são baseados em comparar se o vírus consegue ser neutralizado ou inativado na presença do soro de pessoas vacinadas.”

    Romulo ainda avalia que as variantes não são a barreira final contra o coronavírus e que, enquanto o vírus circular, “vai continuar se multiplicando e sofrendo mutações, por isso é preciso que se alie a vacinação com outras medidas de proteção não-farmacológicas”, finaliza.

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