Em março deveremos estar com situação da Covid bem mais confortável, diz Gabbardo

Em entrevista à CNN, coordenador do Comitê Científico de São Paulo considerou adequada a decisão pelo adiamento do Carnaval na capital paulista

João Gabbardo, coordenador executivo do Comitê Científico de São Paulo, em entrevista à CNN
João Gabbardo, coordenador executivo do Comitê Científico de São Paulo, em entrevista à CNN Reprodução CNN

Layane SerranoVinícius Tadeuda CNN

São Paulo

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Com o adiamento do desfile das escolas de samba em São Paulo para o feriado de Tiradentes, em abril, o coordenador do Comitê Científico do estado, João Gabbardo, afirmou em entrevista à CNN nesta sexta-feira (21) que concorda com a medida. De acordo com o médico, até lá os casos de Covid-19 terão diminuído.

“Nossa previsão é que o pior vai ser esse mês de fevereiro. A gente acredita que a partir da segunda metade de fevereiro nós vamos começar a ter uma redução de casos bastante rápida no nosso entendimento. Nós acreditamos que em março a gente já vai estar numa situação bem mais confortável do que a gente tem hoje”, avaliou.

No entanto, Gabbardo disse que não é possível fazer previsões sobre o fim da pandemia do coronavírus. Segundo o coordenador do Comitê Científico de São Paulo, a expectativa é de que a Covid-19 perca o status de epidemia e se torne uma doença endêmica. Sobre a vacinação, o médico considera haver a possibilidade de atualizações do imunizante e que é esse o processo “que acontece com a influenza”.

De acordo com Gabbardo, não há expectativa para que a quarta dose da vacina contra a Covid-19 tenha seu público ampliado. Atualmente, apenas imunossuprimidos estão recebendo uma aplicação extra. O médico afirmou que os transplantados são os que mais precisam desse reforço na imunização.

Sobre a vacinação pediátrica, Gabbardo celebrou a decisão da Anvisa de aprovar o uso da Coronavac para vacinar crianças e adolescentes de 6 a 17 anos. Segundo ele, o imunizante “tem todas as condições para que seja a vacina que possa realmente acelerar essa vacinação e, quem sabe, ao final de mais um mês a gente ter todas as crianças vacinadas”.

O coordenador do Comitê Científico ainda afirmou que trabalha com a hipótese de que o imunizante produzido pelo Instituto Butantan possa ser aplicado em crianças acima de 3 anos. Gabbardo disse que a decisão depende de uma autorização da Anvisa, que afirmou ser necessário o envio de mais informações para a ampliação da faixa etária.

“Tenho absoluta convicção de que é uma questão de tempo, em algumas semanas nós vamos poder ter todas essas informações e ter a aprovação da Anvisa para poder ampliar para as crianças acima de três anos de idade”, avaliou.

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