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    Enxágue bucal com matcha pode combater bactéria que causa periodontite

    Pesquisa abre caminho para uso da substância como tratamento complementar contra a doença, segundo os pesquisadores

    Pó de matcha, um tipo de chá verde
    Pó de matcha, um tipo de chá verde Yagi Studio/Getty Images

    Everton Lopes Batistada CNN

    Sessões de enxágue bucal feitas com extrato de matcha, um tipo de chá verde em pó feito da planta Camellia sinensis, podem combater a presença de uma bactéria causadora de periodontite na boca, segundo um novo estudo. Para os cientistas, os dados indicam que a substância pode ter uso clínico para tratar e prevenir a doença ou, pelo menos, atuar como um tratamento complementar.

    A periodontite é considerada uma infecção grave das gengivas que danifica os tecidos ao redor dos dentes. A doença pode prejudicar os ossos da região e até levar à perda de dentes.

    A pesquisa, publicada na revista científica Microbiology Spectrum, analisou a ação do enxágue bucal com matcha contra a bactéria Porphyromonas gingivalis, um dos principais agentes causadores da periodontite.

    Em laboratório, os cientistas, ligados a instituições de pesquisa do Japão, conseguiram inibir o crescimento das bactérias. Em uma parte adicional do estudo, realizada com 45 pessoas portadoras da periodontite crônica, foi registrada uma “redução significativa” na presença das bactérias na boca dos participantes após o uso do enxágue bucal.

    No estudo, os pacientes foram divididos em 3 grupos. O primeiro grupo recebeu um enxaguante bucal feito com chá de cevada, o segundo recebeu o enxaguante bucal feito do extratao de matcha, e o último grupo usou um enxaguante bucal com hidrato de azuleno sulfonato de sódio na composição. O enxágue deveria ser feito duas vezes ao dia. o procedimento deveria ser feito por pelo menos um mês.

    Durante a análise, os cientistas notaram que o grupo que usou o matcha foi o que apresentou a maior redução nos níveis da bactéria em comparação aos outros dois grupos.

    Os pesquisadores dizem, em comunicado, que o estudo não é a primeira prova do poder antimicrobiano do matcha contra a P. gingivalis e que os resultados podem dar maior suporte científico ao uso da substância no tratamento da doença.

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