Escolher qual vacina tomar não faz sentido porque todas são seguras, diz médica

Isabella Ballalai, que é vice-presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), falou sobre a campanha de imunização contra a Covid-19 no país

Produzido por Pedro Zanatta*, da CNN, em São Paulo

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A chegada da vacina da Pfizer ao Brasil adicionou um novo imunizante ao calendário de vacinação contra a Covid-19. A Coronavac, produzida pelo Instituto Butantan, e a vacina Oxford/AstraZeneca, da Fiocruz, podem ser encontradas em postos de saúde de todo o país. A situação tem feito muitas pessoas escolherem qual imunizante tomar.

Vice-presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), Isabella Ballalai afirmou à CNN que os três imunizantes são seguros e eficazes em proteger contra a infecção do novo coronavírus. “São três vacinas diferentes, mas com algo em comum: todas são consideradas inativadas, ou seja, não causam nenhuma infecção. As três são seguras e eficazes”, reforça.

Isabella explica que a diferença de cada imunizante é sutil e relacionada à sua plataforma tecnológica de desenvolvimento. “A AstraZeneca é uma vacina de vetor viral, ou seja, se tem um vírus morto que leva a proteína do coronavírus para o sistema imunológico. Já a Coronavac é inativada, como tantas outras que temos; e a vacina da Pfizer é um imunizante de RNA, uma plataforma mais nova, que é a primeira vez que usamos em vacinas”, detalha.

Para a médica, é necessário monitoramento dos gestores públicos sobre a recusa ou falta de procura para imunizantes da Covid-19. “Para melhorar a adesão, é fundamental se conhecer isso. Talvez seja precoce dizer que o brasileiro está deixando de se vacinar por medo. Existem vários fatores que influenciam isso, incluindo a falta de vacinas.”

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Foto: Brendan McDermid – 23.fev.2021/Reuters

(*supervisionado por Elis Franco)

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