Espanha vai doar 80 mil kits intubação ao Brasil, diz Ministério da Saúde

Em entrevista coletiva, o ministro Marcelo Queiroga afirmou que os insumos devem chegar na próxima semana

Gregory Prudenciano e Renato Barcellos, da CNN, em São Paulo

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O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, disse nesta quarta-feira (21) que a Espanha vai doar 80 mil itens do kit intubação para o Brasil. A previsão de chegada dos insumos é na próxima semana.

De acordo com o médico, a pasta também vai fazer um pregão nacional e internacional sem fixação de preços para tentar normalizar os estoques de medicamentos usados na intubação de pacientes nas unidades de terapia intensiva.

O ministro destacou também a doação de 2 milhões de kits feita pela Vale, e afirmou que o ministério “também espera uma execução contratual com a indústria nacional de 400 mil itens do kit intubação até o final do mês”.

“Estamos trabalhando na prospecção desses insumos, seja no Brasil ou no exterior, de tal sorte que não haja um desabastecimento no mercado. A minha opinião é que a fase mais crítica em relação a kits de intubação e oxigênio estamos muito próximos de vencer”, disse.

UTI Covid-19
Estrutura de hospitais com leitos de UTI e enfermaria para o tratamento da Covid-19
Foto: CNN Brasil

Novo coquetel

Durante a coletiva, Queiroga afirmou que o coquetel REGN-COV2 ainda precisa passar por outros testes antes de ser incluso no SUS.

“Os dados são preliminares. Ainda aguardamos por dados definitivos. Há cientistas que defendem que esse medicamento pode incentivar variantes novas do vírus. Isso deve ser feito com muita cautela”, ressaltou.

Por unanimidade, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou nesta terça-feira (20) o uso emergencial, em caráter experimental, de um coquetel contra a Covid-19 composto por casirivimabe e imdevimabe – dois remédios experimentais já utilizados nos Estados Unidos, que a farmacêutica Roche pediu autorização para uso emergencial no Brasil.

Os remédios são uma combinação de dois anticorpos monoclonais que têm como alvo a proteína espicular S do SARS-CoV-2. O coquetel tem por objetivo o tratamento da Covid-19 em adultos e crianças acima dos 12 anos de idade, que pesem no mínimo 40 kg e que não necessitem de suplementação de oxigênio. 

A Anvisa destacou que os benefícios conhecidos do medicamento superam os riscos potenciais analisados e atendem a critérios mínimos de qualidade, segurança e eficácia para ser autorizado e permitido o uso emergencial no Brasil – REGN-COV2 é o nome comercial adotado para o coquetel.

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