20 estados afirmam que não vão exigir prescrição médica para vacinação infantil

Ministério da Saúde quer que imunização das crianças de 5 a 11 anos contra a Covid-19 seja realizada com a autorização dos pais ou responsáveis e com apresentação de pedido médico

Demais unidades federativas analisam o procedimento que vão adotar
Demais unidades federativas analisam o procedimento que vão adotar Breno Esaki/Agência Saúde DF

Giovanna BronzeGiulia Alecrimda CNN*

Em São Paulo

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De acordo com um levantamento realizado pela CNN, 20 estados informaram que não irão pedir prescrição médica para vacinar crianças de 5 a 11 anos. O entendimento vai na contramão do que quer o Ministério da Saúde, que na última sexta-feira (24) publicou um documento afirmando que a imunização dessa faixa etária deverá ser realizada com a autorização dos pais ou responsáveis e com a apresentação do pedido médico.

Até o momento, os governos estaduais que afirmaram que não exigirão prescrição para vacinar crianças são os de: Pernambuco, Bahia, Ceará, Santa Catarina, São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Maranhão, Espírito Santo, Pará, Acre, Paraná, Paraíba, Goiás, Sergipe, Piauí, Rio Grande do Sul, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Rio Grande do Norte.

Enquanto isso, cinco unidades federativas informaram que ainda vão decidir sobre o assunto ou irão seguir o que determinará o Programa Nacional de Imunizações (PNI). São elas: Amazonas, Tocantins, Roraima, Alagoas e o Distrito Federal.

Rondônia e Amapá ainda não responderam aos questionamentos da equipe da CNN.

Na última sexta-feira (24), em reunião do Conselho Nacional de Secretários Estaduais de Saúde (Conass), o órgão decidiu que não vai seguir a recomendação de prescrição médica para vacinação infantil. Na manifestação, o conselho diz que não será necessária a apresentação “de nenhum documento médico recomendando que tomem a vacina”.

A vacinação contra a Covid-19 para as crianças de 5 a 11 anos é defendida por médicos, especialistas e autoridades estaduais de saúde. Os resultados preliminares de uma pesquisa da Fiocruz também mostram que mais de 80% dos pais querem vacinar os filhos contra o coronavírus. No entanto, o assunto é controverso dentro do Palácio do Planalto.

Na última segunda-feira (27), o presidente Jair Bolsonaro (PL) afirmou que a filha dele, de 11 anos, não será vacinada contra o coronavírus. Apesar da posição do presidente e da consulta feita pelo Ministério da Saúde, a pasta já recomendou a vacinação de crianças de 5 a 11 anos.

O ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou, na última sexta-feira (24), que o governo federal explique em cinco dias a exigência de prescrição médica para a vacinação infantil contra a Covid-19.

De acordo com a Anvisa, a dosagem da vacina para esta faixa etária será ajustada e menor (um terço) que aquela utilizada por maiores de 12 anos. A proposta é ter frascos diferentes, com dosagem específica para cada grupo. Os frascos serão diferenciados pela cor, roxa para adultos e adolescentes e laranja para crianças, de acordo com a Pfizer.

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*Com colaboração de Vinicius Tadeu

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