Estados e municípios devem seguir plano nacional de vacinação, orienta Saúde

De acordo com a pasta, o uso em primeiras doses de lotes distribuídos especificamente para a segunda aplicação pode comprometer o abastecimento dos postos de saúde

Profissional da saúde prepara vacina da Coronavac contra a Covid-19 para aplicação no Rio de Janeiro (RJ)
Profissional da saúde prepara vacina da Coronavac contra a Covid-19 para aplicação no Rio de Janeiro (RJ) Tânia Rêgo/Agência Brasil

Lucas Rochada CNN

em São Paulo

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O Ministério da Saúde orientou que estados e municípios sigam o Plano Nacional de Operacionalização da Vacinação contra a Covid-19 (PNO) para garantir que não faltem vacinas para a imunização da população com a segunda dose. A recomendação aos gestores de saúde foi feita a partir de uma nota técnica publicada nesta segunda-feira (13).

O documento ressalta que as alterações nas recomendações do PNO, como o uso de parte dos imunizantes destinados para a segunda dose como primeira aplicação, podem causar o desabastecimento dos postos de saúde e a falta de vacinas para completar o esquema.

O ministério afirma, ainda, que o cumprimento do esquema vacinal deve seguir o calendário do PNO, com a imunização da população com 18 anos ou mais com a primeira dose (ou dose única da Janssen), que deverá ser completado com o envio de doses para este grupo até o dia 15 de setembro.

Falta de doses da AstraZeneca

Em relação à falta de doses da vacina da AstraZeneca relatada por estados e municípios, o Ministério da Saúde afirma que a distribuição pela pasta está dentro do previsto de acordo com o prazo para a segunda dose, que atualmente é de 12 semanas.

De acordo com o ministério, entre 2 de julho e 6 de agosto, foram realizadas quatro pautas de distribuição do imunizante produzido no Brasil pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), que deveria ser usado como primeira dose.

O ministério afirma que o fornecimento da segunda dose para essa população está garantido e que, até o dia 30 de setembro, 13,8 milhões de doses serão entregues. O Ministério da Saúde prevê a entrega de 62 milhões de doses da AstraZeneca em 2021.

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