Este momento é de cautela e não de liberação, diz infectologista do Emílio Ribas

À CNN, Rosana Ritchmann explica eficácia das máscaras e risco de transmissão onde não há distanciamento

Produzido por Álvaro Gadelha* e Renata Souza*da CNN

em São Paulo

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Com o avanço da vacinação e a queda nos índices da pandemia, capitais como São Paulo, Campo Grande e Curitiba estudam desobrigar o uso de máscaras. A prefeitura do Rio de Janeiro foi uma das primeiras a deixar de exigir a proteção facial em ambientes abertos e sem aglomeração. Posteriormente, o mesmo foi decretado no Distrito Federal e em Porto Velho, onde o uso passou a ser facultativo em áreas externas.

Para a infectologista do Instituto Emílio Ribas, Rosana Ritchmann, este é um dos assuntos mais controversos entre pesquisadores, cientistas e profissionais da saúde. Na visão dela, é preciso cautela principalmente no modo como as autoridades irão anunciar a medida. “Nós estamos em uma fase de uma tendência ótima em relação ao nosso futuro próximo, então, eu julgo que este momento é de cautela e não de liberação.”

Sua ressalva diz respeito a como os cidadãos, de maneira geral, vão interpretar essa decisão. “Eu tenho medo da percepção da população ser: ‘acabou a pandemia’, ‘não preciso mais usar máscara nem em ambiente aberto, nem em fechado’ e, aí sim, a gente corre um risco enorme de recirculação e de, infelizmente, estes números mudarem.”

A infectologista explica que quando não há distanciamento, mesmo aqueles vacinados colocarão outras pessoas em risco. Ela também falou sobre o quanto a máscara é uma medida simples, barata e que funciona para conter a transmissão.

“Há vários estudos e até um brasileiro, da Fiocruz. Eles colocavam máscaras em pessoas que estavam infectadas [pela Covid-19] e tentavam recuperar o vírus. E ele só era recuperado na face interna da máscara, na face externa não tinha vírus nenhum, então, de fato é uma excelente barreira.”

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