Estudo em Paquetá mostrará impacto da vacinação em massa na incidência de casos

População do município do Rio de Janeiro receberá a segunda dose do imunizante da AstraZeneca/Oxford em oito semanas

Produzido por Layane Serrano, da CNN em São Paulo

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Em entrevista à CNN nesta segunda-feira (21), Sue Ann Costa Clemens, responsável pelos estudos clínicos da vacina contra a Covid-19 da AstraZeneca/Oxford no Brasil explicou que o estudo na Ilha de Paquetá, no Rio de Janeiro, serve para mostrar os impactos de uma vacinação em massa.

Na tarde de domingo (20), a prefeitura do Rio já tinha imunizado 96,3% dos moradores adultos com mais de 18 anos da cidade. O estudo foi organizado pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

“É um estudo diferente do de Botucatu (SP). Primeiro, pela magnitude da cidade, e por que estão fazendo um estudo de efetividade e transmissão”, explicou Clemens.

“Nesse estudo na Ilha de Paquetá, por ser uma população menor que a de Botucatu, o objetivo é avaliar o impacto da epidemiologia. Ou seja, qual o impacto de uma vacinação de massa na incidência de casos, hospitalização e óbitos. Também vamos procurar identificar a circulação de cepas e sua transmissão.”

A especialista disse ainda que a administração da segunda dose da vacina será administrada na população do município daqui a oito semanas. No Programa Nacional de Imunizações (PNI), do Ministério da Saúde, porém, as duas doses da vacina da AstraZeneca devem ser aplicadas em um intervalo de 12 semanas.

“Nós sabemos que quanto maior o intervalo [entre as doses], nossa resposta imune fica mais elevada, apresentamos uma proteção maior com um intervalo maior. Então também será importante avaliar os resultados com os diferentes intervalos.”

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