Prime Time

seg - sex

Apresentação

Ao vivo

A seguir

    Estudo: espessura da retina pode indicar risco de doenças cardíacas e pulmonares

    Exame comum no consultório de oftalmologia é apontado como forma de identificar o risco do desenvolvimento de outras doenças

    Imagens da retina pode indicar doenças cardiovasculares e pulmonares, segundo estudo
    Imagens da retina pode indicar doenças cardiovasculares e pulmonares, segundo estudo Norman Zeb/GettyImages

    Gabriela Maraccinida CNN

    Pesquisadores acreditam ser possível prever o risco de uma pessoa desenvolver doenças cardíacas e pulmonares através de exames de retina.

    Um estudo publicado na última quarta-feira (24), pesquisadores mostraram que pessoas com retina mais fina podem ter maior risco de desenvolver doenças pulmonares, como bronquite ou enfisema.

    A pesquisa, publicada no Science Translational Medicine, utilizou dados do UK Biobank, um enorme banco de dados médicos que contém detalhes anônimos sobre saúde e genética de cerca de meio milhão de pessoas no Reino Unido. Através dele, os pesquisadores obtiveram imagem das retinas de 44.828 participantes, capturadas por meio de um procedimento não invasivo denominado tomografia de coerência óptica.

    Essa é uma técnica comum em consultórios de oftalmologia para determinar o risco de um paciente desenvolver doenças oculares como glaucoma e degeneração macular.

    No entanto, para Nazlee Zebardast, da Havard Medical School, uma dos autoras do estudo, esse exame pode também ajudar a fornecer informações sobre a saúde do corpo todo.

    Para a pesquisa, a equipe combinou imagens da retina, dados genéticos e big data para estimar o risco de uma pessoa desenvolver doenças cardíacas, metabólicas e pulmonares. Os pesquisadores descobriram que o afinamento de camadas da retina pode estar associado a um risco aumentado dessas condições.

    A descoberta corrobora com estudos anteriores, que já haviam estabelecido ligações entre a espessura da retina e a saúde do corpo como um todo.

    Mais estudos são necessários

    Apesar da novidade, os pesquisadores ainda não sabem qual é a relação entre a espessura da retina e a saúde do corpo no geral. Ainda assim, os autores estão otimistas em relação às implicações do estudo.

    Para Zebardast, o próximo passo é fazer estudos prospectivos, acompanhando pessoas durante anos para avaliar o risco de desenvolver doenças cardíacas ou pulmonares.

    Se a investigação confirmar a hipótese, exames de imagem de retina poderão ser métodos úteis e não invasivos para acompanhar a saúde.