Prime Time

seg - sex

Apresentação

Ao vivo

A seguir

    Estudo sugere que organismo pode ‘atacar’ Covid-19 sem produzir anticorpos

    Pacientes sem sintomas e que testaram negativo para doença chamaram a atenção de pesquisadores

    Um grupo de cientistas suecos que estuda a imunidade de pessoas à Covid-19 encontrou evidência de que alguns indíviduos têm células capazes de ‘atacar’ o novo coronavírus mesmo sem desenvolver anticorpos. O que chamou atenção dos pesquisadores é que são pessoas assintomáticas e que testaram negativo em exames sorológicos para a doença.

    Em entrevista à CNN, Mayana Zatz, professora titular de genética e diretora do centro de estudos do genoma humano da Universidade de São Paulo (USP), explicou o papel do sistema imune durante o processo de infecção pelo novo coronavírus. “Nós temos alguns anticorpos ‘de memória’, como aqueles que recebemos quando tomamos alguma vacina. Por isso, eles podem atuar em situações como as descritas neste estudo”, iniciou.

    “Isso tem nos intrigado há alguns meses. No início de março eu tive conhecimento de um casal em que ele teve a Covid-19 e todos os sintomas e a esposa, que cuidou dele, não teve nada. Quando foram testar, ele viu que tinha todos os anticorpos e ela não. Isso nos chamou a atenção e começamos a coletar amostras de casais em que um dos dois teve a doença”, pontua. 

    Leia também:

    Plasma convalescente: como funciona a técnica no combate à Covid-19

    Sinovac: conheça detalhes da vacina chinesa em parceria com Instituto Butantan

    Quando teremos uma vacina eficaz contra a Covid-19?

    ilustração vermelha coronavírus
    Ilustração vermelha do novo coronavírus
    Foto: Reprodução/Pixabay

    A médica afirma que entre os pacientes assintomáticos observados em sua pesquisa foram infectados, mas o organismo reagiu com eficiência. “Também observamos que existem pessoas que testa negativo para todos os tipos de exames. Portanto, a pessoa não foi infectada, mesmo tendo contato direto e extremamente próximo com a pessoa com o vírus. O que queremos ver é como funciona o sistema imunológico do indivíduo nesta situação”, completa.

    (Edição: Leonardo Lellis)